Temer diz ter "apoio extraordinário" para "reformas extraordinárias"

Um dia depois de apresentar a nova proposta da reforma da Previdência a parlamentares, o presidente Michel Temer (PMDB) exaltou nesta quinta-feira (23) a parceria com o Congresso Nacional e disse que a primeira palavra de seu governo é "diálogo".


Ao participar da inauguração do Hospital do Câncer da Amazônia, em Porto Velho (RO), Temer fez um elogio aos parlamentares e disse ter um "apoio extraordinário" do Congresso para conseguir aprovar "reformas extraordinárias".


O presidente afirmou ainda que estabeleceu um "diálogo acentuadíssimo" com o Congresso logo que assumiu o governo. Temer disse que só conseguiu implementar medidas por ter respaldo dos parlamentares. "Eu só consegui fazer isso por causa da companhia dos deputados. O congresso me deu apoio extraordinário", disse Temer, em cerimônia em Porto Velho, transmitida pela televisão e pela internet, via NBR.


A aprovação da reforma da Previdência é o objetivo principal de Temer até o fim de seu mandato, em dezembro de 2018, apesar da dificuldade do governo em conseguir votos suficientes para votá-la na Câmara e no Senado.


No discurso, o pemedebista afirmou que tem ouvido comentários de que é "corajoso" e "ousado" e, em resposta, disse ter sido "ousado" porque está "atento aos postulados da sociedade". Temer disse que quer "unir" o país, defendeu a pacificação e o "amor" entre os brasileiros. "É isso que devemos incentivar, pregar entre os brasileiros em geral. Não devemos ter brasileiro contra brasileiro, mas brasileiro com brasileiro e isso significa amor", afirmou.


Temer disse, ao longo do discurso de 13 minutos, que a religiosidade marcou sua conduta na vida pública e que a "religião serve sempre como ligação entre as pessoas".


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Em Porto Velho, o presidente afirmou que o governo concluiu a licitação para ampliar o aeroporto da cidade.


Temer disse também que deve liberar R$ 2 bilhões aos municípios de todo o país.


Crucificado


Ao lado do presidente, o governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), defendeu o colega de partido das críticas e disse que ele foi "crucificado" e "sangrou".


Além disso, citou indicadores econômicos para afirmar que o país está no caminho de retomada do crescimento.

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