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Dólar cai a R$ 3,20 e pode registrar o novembro mais fraco em 12 anos

28/11/2017 19h06

As vendas de dólares persistiram nesta terça-feira (28), o que levou a moeda a renovar o menor patamar de fechamento em cinco semanas.O dólar negociado no mercado interbancário caiu 0,33%, a R$ 3,2090. O valor é o mais baixo desde 20 de outubro, quando a moeda americana registrou cotação de R$ 3,1887.Na mínima do dia, a cotação foi a R$ 3,2023, perto do suporte psicológico de R$ 3,2000.


Em novembro, a moeda acumula baixa de 1,94%. Dessa forma, caminha para fechar o novembro mais fraco em 12 anos. Em novembro de 2005, o dólar perdeu 2,04%.


O movimento desta terça-feira ocorreu em sintonia com a performance do dólar no exterior. O WisdomTree Emerging Currency Strategy Fund ETF - que busca replicar retornos a partir da variação de 16 moedas emergentes, bem como dos juros implícitos nas divisas - subia 0,20% nesta tarde, nas máximas desde 22 de setembro.


A venda de dólar foi amparada por comentários de Jerome Powell, indicado por Donald Trump para substituir Janet Yellen na presidência do Federal Reserve (Fed, BC americano). Ao comitê bancário do Senado americano, Powell se colocou como herdeiro das políticas do Fed direcionadas por Yellen e por seu antecessor, Ben Bernanke.


A declaração foi lida como uma indicação de que Powell, assim como Yellen, não tem pressa para apertar substancialmente a política monetária dos Estados Unidos.


No plano doméstico, o mercado analisou o noticiário político, com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no centro das manchetes. Alckmin deverá assumir a presidência tucana no próximo mês. O fato de ter conseguido se lançar como candidato único, sem maiores tensões no partido, reforçou a visão de que o governador paulista teria condições de despontar como candidato às eleições para a Presidência da República em 2018.


Embora sem grande entusiasmo, o nome de Alckmin agrada ao mercado por seu histórico fiscalista e por sua capacidade de formar alianças, o que é bem-visto em tempos de necessidade de reformas econômicas.

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