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Dólar encerra novembro com a primeira queda mensal em quatro meses

O dólar encerrou novembro com a primeira queda mensal em quatro meses, no desempenho mais fraco para o mês desde 2009. Mas essas marcas foram ofuscadas pela disparada da cotação nos últimos dois pregões de novembro, na esteira da deterioração do sentimento sobre a reforma da Previdência. O exterior também pesou na sessão desta quinta-feira (30), piorando o sinal do câmbio local no dia em que o mercado futuro registrou o maior volume de negócios em um mês, de mais de 483 mil contratos.


Apenas nesta quinta-feira, o dólar comercial avançou 0,96%, a R$ 3,2706 - maior alta diária em quatro semanas e maior patamar em duas. Na quarta (29), a divisa já havia subido 0,95%. Em duas sessões, o ganho do dólar foi de 1,92%, o que deixa o real com a pior performance entre os principais mercados cambiais no período.


Tamanha valorização em espaço tão curto de tempo fez o dólar praticamente anular as perdas de novembro. Na terça-feira (28), a moeda acumulava queda de 1,94% no mês, mas com a alta de ontem e hoje a cotação fechou novembro com variação negativa de apenas 0,06%.


Operadores voltaram a destacar as incertezas sobre a reforma da Previdência como pano de fundo principal para a pressão no câmbio e também nos juros. Mas ponderaram que questões técnicas e a sazonalidade adicionaram pressão compradora ao dólar. Além disso, o comportamento do câmbio sugere que o dólar já embute chances razoáveis de não haver aprovação da reforma previdenciária ainda neste ano. Em tese, isso limitaria o espaço para alta adicional, embora não a impeça.


O profissional de uma asset bastante atuante no mercado cambial diz que a alta da moeda americana, hoje e também ontem, foi reflexo da percepção de que um grande fundo hedge doméstico deixará "morrer" posição relevante na venda de dólar (compra de real).


"Tem compra, sim, mas percebo muito mais uma falta de demanda por venda, que acaba levando o comprador inicial a buscar no mercado. E esse movimento acaba puxando a taxa [do dólar] para cima", diz.


De olho na performance do real, que foi a moeda de pior performance no mundo pelo segundo dia consecutivo, o Banco Central anunciou, no início da noite desta quinta, que, nesta sexta-feira (1º de dezembro), vai ofertar 14 mil contratos de swap cambial com três vencimentos.

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