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Rabello diz que meta de desembolso do BNDES não será alcançada em 2017

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, afirmou que a instituição financeira não deverá alcançar a meta de desembolso de R$ 77 bilhões para este ano.


Entre janeiro e outubro, dado mais recente divulgado pelo banco, foram desembolsados R$ 55,18 bilhões, 20% a menos que nos dez primeiros meses do ano passado.


Segundo ele, o banco deve fechar 2017 com R$ 72 bilhões em desembolsos.


"Estou aprendendo com o banco. Pelo ritmo razoavelmente lento de aprovações, o banco usa mais do que os 180 dias, em média, que eu calculava para estar fora da escuridão da recessão", disse Rabello de Castro, acrescentando que, "em desembolsos estamos no fundo do poço, mas as consultas já estão subindo".


Questionado sobre os desembolsos, caso se confirme a expectativa, serem os menores da década, Rabello de Castro frisou que o dado "não é alarmante".


"O banco vinha em um rimo e, a partir de 2008 ou 2009, tem uma corcova. A corcova embicou para baixo e estamos retomando o ponto. Só que ele é um ponto que não precisava ser tão baixo", disse.


Em conversa com jornalistas após almoço de fim de ano do Instituto Aço Brasil, o presidente do BNDES disse ainda que há uma aderência muito grande da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 7% ao ano, com o cenário internacional.


"É uma taxa arbitrária, mas é muito aderente às taxas internacionais visualizadas pelo Brasil. Ela subiu quando tinha que subir e desceu quando tinha que descer", disse o executivo.


Rabello de Castro também voltou a falar sobre a devolução de recursos do banco ao Tesouro. Segundo ele, "não existe nenhuma urgência" para a devolução. "Até porque o ritmo de uma tal devolução dependeria dos números de 2018. Se surpreenderem positivamente, a exigência de 2018 da regra de ouro diminui", frisou.


De acordo com ele, a devolução de R$ 130 bilhões não cabe no fluxo de caixa do banco, a não ser que "tranque" o BNDES para novos desembolsos.


"Respeitado o nosso caixa prudencial e nossa vontade de ter mais desembolsos no ano que vem, o caixa do banco se organiza para devolver quando for mais útil. Vai depender do nível de demanda. Em qualquer país do mundo [R$ 130 bilhões] é de botar respeito e de botar medo. É número para ser respeitado. É um numero que eu, como cidadão, tenho que alertar meus compatriotas que não é trivial uma área do governo pedir para outra 130 bilhões", acrescentou.

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