Klabin mantém investimentos de R$ 1 bi em 2018

Os investimentos da Klabin em 2018 devem girar em torno de R$ 1 bilhão, mesmo nível dos desembolsos previstos para este ano. "Esse nível deve se manter em 2018, considerando a Klabin com seus negócios atuais, sua dimensão atual", afirmouo diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Eduardo de Toledo.


A companhia realiza nesta sexta-feira (1º)encontro anual com analistas e investidores em Telêmaco Borba (PR).


O executivo reiterou que a Klabin já está trabalhando em um novo ciclo de investimentos, que deve ser apresentado ao conselho de administração no começo do ano que vem. Em meados do ano, portanto, esse novo ciclo poderá ser divulgado ao mercado.


Conforme Toledo, a desalavancagem financeira da companhia vem ocorrendo de forma paulatina, com aceleração no terceiro trimestre deste ano por causa da operação da unidade Puma, de celulose, a 100% de sua capacidade, o que traz ganhos com maior volume de vendas e maior eficiência do custo caixa.


Kraftliner


Segundo o diretor-geral da companhia, Cristiano Teixeira, o primeiro investimento do novo ciclo de crescimento da companhia deve ser feito em uma nova máquina de kraftliner, seguida de uma nova máquina de cartão e, na sequência, em uma nova linha de celulose fluff, usada em fraldas descartáveis.


Se o investimento na máquina de kraftliner for anunciado em julho do ano que vem, a nova capacidade começaria a chegar ao mercado entre julho e dezembro de 2020, disse Teixeira. "Então, os desembolsos pesados devem ocorrer na metade de 2019", afirmou.


Na sequência, a Klabin já anunciaria a nova máquina de cartão, com alguma diferença de prazo. Esse projeto entraria em operação no início de 2023, "exatamente quando o crescimento orgânico desse mercado vai chegar ao equilíbrio com a oferta desse produto", disse.


O terceiro bloco de investimentos, que compreende a máquina de fluff, teria entrega perto de 2025. "É a máquina que demanda mais fibra longa, e isso combina com o ciclo de florestas", afirmou.


Conforme Teixeira, a nova fábrica de celulose, Puma, corresponde à "commodity geradora de caixa" que dá suporte ao novo ciclo de crescimento da companhia. "A geração de caixa está entrando, está baixando nosso endividamento e o tempo vai mostrar que a gente pode anunciar novos investimentos", disse.


Os estudos acerca do novo ciclo de crescimento, disse Teixeira, serão entregues ao conselho de administração em janeiro, com o tamanho dos desembolsos, condições de mercado, entre outras informações. Cada máquina deve ter capacidade instalada da ordem de 400 mil a 500 mil toneladas e o projeto mais caro terá investimento de no máximo um terço do que foi aportado na unidade Puma.


Em 2019, a expectativa é a de que a fábrica de celulose já esteja operando com taxa de 103% a 105% da capacidade nominal. Além disso, com investimento no chamado desgargalamento da unidade, ou otimização dos equipamentos já existentes, será possível elevar a capacidade em até 10%. Essa iniciativa deve ocorrer em paralelo ao novo ciclo de crescimento.


*A repórter viajou a convite da Klabin

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