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Mercado tem trégua, mas cautela com cena política permanece

A Bolsa teve uma trégua hoje, depois de dois dias de forte instabilidade, e conseguiu firmar-se no terreno positivo nos últimos minutos do pregão. Mas o clima ainda é de cautela, o que deve manter o mercado sensível ao noticiário sobre a evolução das negociações em torno da reforma da Previdência.


O Ibovespa fechou a sessão desta sexta-feira em alta de 0,41%, aos 72.264 pontos. Mas, na semana, acumula desvalorização de 2,5%.


A próxima semana deve ser marcada por bastante ansiedade com a proximidade da data prevista para votação da reforma da Previdência. A intenção do governo é que a votação em primeiro turno ocorra no dia 6, quarta-feira. Até agora, não há indicação de que haverá os 308 votos necessários. Mas foi considerada uma boa notícia a afirmação do governador e futuro presidente do PSDB, Geraldo Alckmin, de que seu partido deve votar a favor do projeto. Ele não esclareceu, no entanto, se o PSDB fechou questão a favor da reforma, o que forçaria os deputados tucanos a se posicionarem a favor, sob o risco de serem punidos.


Outro tema importante para o mercado de ações foi o resultado do PIB, que mostrou um crescimento mais modesto do que o esperado, de 0,1% no terceiro trimestre em relação ao período anterior. A expectativa era de avanço de 0,3%. Ainda assim, com as revisões dos períodos anteriores, o mercado considera que o avanço da atividade este ano pode ser mais forte do que o previsto. O Banco Safra, por exemplo, alterou sua estimativa de crescimento este ano de 0,6% para 0,9%. O desempenho da economia e seu efeito sobre o resultado das empresas é uma variável fundamental nos cenários traçados para a bolsa doméstica.


Vale e Petrobras foram novamente destaque de volume de negócios, contribuindo para a recuperação do índice. Foram R$ 666 milhões de giro de Petrobras PN, que subiu 1,50%, e R$ 610 milhões de Vale ON (+0,97%).


As ações da Petrobras foram beneficiadas pela valorização do petróleo no mercado internacional. O barril do Brent ganhou 1,70% para US$ 58,36. Também ajudou o papel a informação de que a gestora americana Blackstone apresentou proposta de US$ 6 bilhões para adquirir gasodutos da Petrobras no Nordeste, segundo informações da agência de notícias "Bloomberg".


Já na ponta negativa, CPFL voltou a chamar a atenção, depois que o leilão da oferta pública para aquisição de ações (OPA) realizado pela controladora da empresa, a chinesa State Grid, reduziu muito a liquidez do papel. Hoje, a ação recuou 4,62%, para R$ 20,02.

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