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PMI da indústria tem maior alta em quase 7 anos no Brasil, diz Markit

O Índice Gerente de Compras para o Brasil atingiu a marca de 53,5 em novembro, acima do valor de 51,2 observado em outubro e um recorde de alta em 81 meses, com ajuste sazonal, informa a consultoria IHS Markit, responsável pelo levantamento, em relatório publicado nesta sexta-feira.


O resultado indica uma "melhora robusta" na saúde do setor industrial, segundo a consultoria. A categoria de bens de consumo teve o melhor desempenho, embora tenha sido observado também um crescimento nas de bens intermediários e de bens de investimento, diz o documento.


"A fim de cumprir os pedidos recebidos, os fabricantes brasileiros compraram mais insumos em novembro. Os níveis de compra aumentaram por um ritmo acentuado, o mais significativo desde janeiro de 2013. A atividade de compras mais elevada, combinada com baixos níveis de estoque junto aos fornecedores e perturbações nos mercados externos, pressionou o fluxo de abastecimento. A deterioração no desempenho dos fornecedores foi a mais acentuada em sete anos e meio", diz a consultoria.


Como resultado disso, os estoques de compras caíram "acentuadamente e da maneira mais significativa" desde junho. Os estoques de produtos acabados também diminuíram em novembro, já que as empresas utilizaram os estoques para fazer frente ao crescimento nas vendas, diz a IHS Markit.


Ao mesmo tempo, as empresas continuaram a se concentrar na conclusão dos trabalhos pendentes, com os pedidos em atraso caindo pela taxa mais rápida em quatro meses, segundo o relatório. Os preços mais altos pagos por mercadorias básicas e outros materiais importados levaram a inflação de custos a aumentar e atingir um pico de 17 meses em novembro.


Em consequência disso, os preços de fábrica cresceram com a inflação de preços cobrados se revelando a mais alta desde fevereiro, segundo a IHS Makit.


"As previsões de novas melhorias econômicas, conquistas de novos clientes e diversificação de produtos impulsionaram o otimismo em relação às perspectivas para a produção no próximo ano. Em média, os fabricantes se mostraram otimistas num grau que foi o segundo mais alto desde o início de 2012, quando a pergunta sobre as perspectivas em relação à produção no futuro foi introduzida."


O setor industrial brasileiro "engrenou umamarcha mais rápida em novembro, sustentada pela maior recuperação no volume de novos pedidos em quase sete anos", diz a IHS Markit. "Os produtores de mercadorias responderam ao ambiente de demanda positiva aumentando os volumes de produção de forma comparável e comprando insumos adicionais para uso no processo de produção."


A consultoria pondera que perturbações nas cadeias de fornecimento levaram a quedas adicionais nos estoques de mercadorias.


A pesquisa também mostra uma "intensificação das pressões inflacionárias, uma vez que o enfraquecimento da moeda resultou em preços mais altos para os itens importados".


"Analisando as expectativas para o futuro, as empresas reavaliaram suas projeções de crescimento, com o grau de otimismo sendo o segundo mais forte observado até hoje."

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