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Brasileiros pretendem gastar menos com presentes no Natal

A ligeira melhora nos indicadores econômicos do país ainda não é suficiente para incentivar os brasileiros a consumirem mais no Natal. Pela primeira vez em cinco anos, aumentou o número de pessoas que pretende gastar menos com presentes para familiares e amigos, atingindo 63%, sendo que em 2016 essa fatia era de 58%, indica pesquisa realizada pela GS Group com 1.213 entrevistados em outubro e novembro.


Segundo Fernando Gibotti, diretor de inteligência da GS, esse comportamento é explicado pelo medo do desemprego, ainda elevado, embora o número de postos de trabalho formais esteja em recuperação. Entre agosto e outubro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a taxa de desemprego ficou em 12,2%, queda de 0,6 ponto percentual ante o período de maio a julho deste ano.


A pesquisa mostrou que 43% dos entrevistados planejam desembolsar entre R$ 100 e R$ 300, enquanto 22% deverão gastar entre R$ 300 e R$ 600. Parcela de 8% dos consumidores planeja fazer compras acima de R$ 600 e 27% deles ainda não definiu os valores. Não houve oscilação na intenção de despesa em relação ao ano passado.


"Entre a população que declara gastos menores foi notada uma vontade maior de consumir, mas elas estão em um momento dicotômico, pois diminuíram suas dívidas em período de crise e pouparam um pouco de dinheiro, mas não estão cautelosas para gastar. O curioso é que 5,67% dos brasileiros queriam receber algum dinheiro de presente do Papai Noel e 4,67% queriam um emprego", pontuou Gibotti.


As lojas de rua continuam como canal preferido de compras dos consumidores, indicado por 55% dos entrevistados, aumento de 1 ponto percentual em relação a 2016. Os shopping centers aparecem em seguida, com 42%, queda de 4 pontos percentuais, e o comércio eletrônico ficou com 36%, alta de 4 pontos percentuais.


O executivo disse que a opção de compra nas lojas virtuais é o que registra crescimento mais acelerado desde 2015, quando a GS colocou essa pergunta no questionário e o canal de venda foi apontado por 27% dos entrevistados. Os motivos para escolha desses canais foram os preços e a facilidade, sinalizados por 74% e 56,3% dos respondentes. No varejo de rua, a variedade de itens e lojas foram indicados por 50% e, nos shoppings, a climatização, com 55%.


Apesar de os centros de compras estarem recuando na preferência dos brasileiros, conforme mostrou o levantamento, esses estabelecimentos têm como ponto atrativo as campanhas promocionais com sorteios, considerando que 64% dos brasileiros optam por esse tipo de ação cujo prêmio é um produto de maior valor agregado.

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