Em onze meses, empresas captam R$ 242 bilhões em mercados de capital

O volume levantado por empresas nos mercados de capitais local e externo soma R$ 242,2 bilhões de janeiro a novembro de 2017, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), uma alta de 44% na comparação com o mesmo período de 2016.


Desse total, R$ 86,7 bilhões vêm da emissão de renda fixa no mercado externo, R$ 123,8 bilhões da renda fixa local e instrumentos híbridos e R$ 31,7 bilhões de renda variável. O volume de emissões de ações é o maior desde 2011, com destaque para ofertas iniciais de ações (IPOs), e a maior parte das operações foi para reforço de caixa das empresas.


Em renda fixa local, o destaque é a maior distribuição a mercado das debêntures, fatia que ficou em torno de 70% de janeiro a novembro. É a maior fatia distribuída a mercado da série histórica. A participação menor do balanço dos bancos é consequência da maior demanda dos investidores institucionais e pessoas físicas.


As notas promissórias crescem 217% este ano, passando para R$ 21,8 bilhões. Cresce também a fatia de NPs mais longas, com mais de 366 dias, com 55% do total. "O mercado de notas promissórias está crescendo bastante. A emissão está mais ágil e menos burocratizada. Financia projetos de investimento no seu estágio inicial", afirma José Eduardo Laloni, diretor da Anbima.


"O grande destaque do ano foi queda da taxa de juros. Nenhuma notícia poderia ser melhor para o mercado de capitais", diz o executivo.

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