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Ibovespa reduz alta no fechamento e sobe 0,65% na semana

O mercado local de bolsa operou nesta semana pautado por grande volatilidade em torno do tema da reforma da Previdência, assunto que deve continuar movimentando os negócios na semana que vem. Mesmo assim, o Ibovespa conseguiu encerrar a semana em campo positivo, embora tenha reduzido ganhos mais perto do fechamento de hoje.


O principal índice da bolsa encerrou com avanço de 0,34%, aos 72.732 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 6,38 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 0,65%; no mês, sobe 1,06% e no ano, 20,76%.


Mas a trégua para o mercado local hoje não quer dizer que o momento é de calmaria. Ao contrário, as mudanças nas regras de aposentadoria no Brasil ainda devem continuar pautando as decisões de investimento e causar volatilidade ao menos até o dia 18, quando o governo quer votar o projeto na Câmara.


O movimento hoje foi de recuperação para os ativos locais, com destaque para Vale ON (+0,40%, a R$ 35,48) e Petrobras PN (+0,59%, a R$ 15,35), que estão entre os principais pesos e giros para o Ibovespa. Ao fim do dia, as ações diminuíram os ganhos e o índice acabou perdendo força, de olho no debate da Previdência.


O fim de semana também promete ser de notícias relevantes, com a convenção do PSDB para escolha do novo comando do partido. A sigla acabou não decidindo nesta semana se fechava a questão em torno do apoio ou não à reforma da Previdência, o que leva investidores a olhar de perto para o evento.


"A verdade é que ninguém sabe o que vai ser [sobre a reforma]. O mercado está fazendo as contas, mas, com volatilidade, aumenta o movimento especulatório", diz Ari Santos, da H. Commcor.


Na próxima semana, o investidor também deve monitorar a última reunião de política monetária do ano do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos. O mercado aposta em uma alta da taxa de juros, mas devem observar de perto o comunicado da autoridade para antecipar qual será o ritmo de avanço dos juros no ano que vem.


Movimento semelhante é esperado para a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que sai na terça-feira (12). A publicação é relevante em uma altura em que investidores tentam medir qual o reflexo da reforma da Previdência para a decisão de política monetária também para 2018.

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