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Incerteza com Previdência faz dólar rondar R$ 3,30

O dólar encerrou a instável semana no mercado brasileiro com a maior alta para o período em mais de um mês. A valorização acumulada de 1,19% refletiu uma maior procura por proteção diante dos riscos de a reforma da Previdência não ser levada a voto ainda neste ano.


Nesta sexta-feira, o dólar comercial ganhou 0,24%, a R$ 3,2950. O desempenho deixou o real com a terceira pior performance no dia, contrastando fortemente com alguns de seus pares, como lira turca (0,6%) e rand sul-africano (0,5%).


Após uma semana repleta de declarações de figuras centrais nas negociações em torno da reforma, as atenções ao longo deste fim de semana se voltam para o PSDB, que realiza sua convenção nacional no sábado, em Brasília. Há expectativa de que os tucanos definam se apoiam ou não o projeto de mudança das regras previdenciárias. Mas o próprio futuro presidente do partido, o potencial presidenciável Geraldo Alckmin (SP), demonstrou dias atrás pouca confiança num fechamento de questão em prol da reforma.


Na máxima do dia, o dólar foi a R$ 3,3110, em alta de 0,73%. Segundo um profissional de tesouraria de um grande banco estrangeiro, a sensibilidade maior do real parece já ser fruto da queda do custo do "hedge" cambial, após o corte de 725 pontos-base da Selic desde o ano passado, para a mínima recorde de 7% ao ano.

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