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Temer diz que sua "chance é votar a Previdência dia 18 ou 19"

O presidente Michel Temer (PMDB) pediu a empresários que façam uma "força-tarefa" ao longo da próxima semana para convencer deputados que hoje estão contra, a votar a favor da reforma da Previdência. Ele reforçou que sua "chance é votar no dia 18 ou 19" na Câmara. A medida, no entanto, não tem apoio de 308 deputados para passar.


"Gostaria de pedir que os senhores se dedicassem a ligar para os deputados, fazer força-tarefa para ir ao Congresso e conversar, dizer que ninguém terá prejuízo [individualmente], quem terá prejuízo é o Brasil, os aposentados", disse ele em São Paulo, durante almoço com empresários dos setores elétrico e eletrônico organizado pela associação do setor, a Abinee.


O pemedebista vê apoio à reforma em vários setores, inclusive na impresa. "Não há um setor da imprensa que seja contrário a reforma da Previdência", afirmou.


Ele ainda voltou a destacar ações como a aprovação do teto de gastos, a reforma trabalhista e a liberação de recursos do FGTS e do PIS/Pasep e a reforma do Ensino Médio. "Estamos tirando do papel matérias que estavam paralisadas há muito tempo", destacou.


Segundo ele, no caso da reforma da Previdência, se ela não for feita agora, em 2019, 2020, será preciso tomar uma atitude mais dura, como ocorreu na Grécia, onde os benefícios foram cortados de 20% a 30%, segundo ele.


Temer também se dedicou a desfazer o que ele julga como inverdades que vêm sendo alardeadas sobre a atual proposta de reforma. "Essa reforma é mais para os pobres e menos para os ricos. Os trabalhadores rurais foram excluídos. Reduzimos para 15 anos o tempo de contribuição. Vai levar 20 anos para chegar aos 65 anos, uma transição suave. O que reforma pega? Não pega nem os servidores que ganham até R$ 5.230, o teto do INSS. Ninguém perde sua aposentadoria", disse.


Pela proposta inicial, disse Temer, a economia seria de R$ 800 bilhões em 20 anos. Agora, serão R$ 500 bilhões.


Benefícios fiscais


A participação de Temer no evento da Abinee foi motivada pela assinatura de uma medida provisória que altera regras para concessão de benefícios fiscais para investimentos em pesquisa e desenvolvimento previstos na Lei de Informática, um pleito antigo da associação.


Foi a primeira vez que nos 52 anos da Abinee que um o presidente de República participou de seu almoço de fim de ano. "[Essa] Medida Provisória é incentivadora do setor", disse Temer.


Dois aspectos principais foram alvo da medida: permite que recursos glosados (recursos que o governo interpreta que não deveriam ter entrado na isenção) possam ser reinvestidos em P&D, não pagos diretamente ao governo; permite que os relatórios sejam enviados para análise de consultorias externas antes de serem enviados ao governo.


Segundo a Abinee, 600 empresas brasileiras têm acesso aos benefícios da Lei de Informática. Além disso, 300 universidades e centros de pesquisa recebem recursos financeiros para fazerem pesquisas nesta área. Por ano, as empresas beneficiadas com renúncia fiscal de R$ 5 bilhões reinvestem R$ 1,5 bilhão em pesquisa. Por outro lado, há o pagamento de R$ 9,7 bilhões em outros tributos. Desta maneira, a balança tributária fica positiva em R$ 4 bilhões.

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