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Meirelles: Reforma deve ser votada na 3ª ou 4ª-feira da próxima semana

Atualizada às 23h22 - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira que a reforma da Previdência deve ser votada na próxima semana, entre terça e quarta-feira. A previsão do governo, no entanto, era de tentar aprovar ainda nesta semana, na quinta-feira. Meirelles disse que o governo ainda negocia votos para passar a proposta no Congresso.


"Sobre a reforma, nesta quinta [feira] as chances não são elevadas, mas existe possibilidade de iniciar a discussão formal e ser votada na próxima semana", afirmou o ministro. Segundo Meirelles, existem chances de votar nesta quinta, mas são "menores". "As chances de votar na próxima semana são maiores. Vamos aguardar terça ou quarta", disse o ministro, ao chegar ao Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, para um evento do Lide, no qual foi homenageado.


Questionado por jornalistas se o governo tem votos para aprovar a reforma, Meirelles disse que esse é "exatamente o ponto". "Partidos já se manifestaram a esse respeito, como o PMDB, que fechou questão, o PPS, que fechou questão. Vários partidos estão trabalhando nessa direção, os presidentes dos partidos estão trabalhando visando conseguir ou fechar questão ou que a maioria vote", afirmou.


O ministro da Fazenda disse que se a reforma da Previdência " fosse fácil, já teria votado". "É um trabalho difícil e estamos todos trabalhando juntos, o presidente da Câmara, o presidente da República, o ministro da Fazenda. Todos estamos trabalhando nessa direção".


Meirelles reiterou que o governo vai "fazer todo esforço" para o projeto ser aprovado "na próxima semana". "Existe o projeto que foi aprovado pela comissão e depois foi feito um substitutivo pelo relator e que é o que hoje está em pauta. Estamos trabalhando em cima dele, que é um projeto sólido, que propicia um benefício fiscal importante, substancial, que equilibra as contas públicas e ainda dentro das nossas expectativas.


Questionado se a votação poderá ficar para o ano que vem, Meirelles desconversou. "Prefiro não arriscar esses prognósticos. Vamos trabalhar e ver se votamos na semana que vem. Depois, vamos ver o que acontece"


O ministro disse que o projeto em tramitação é o "possível", não o ideal. "Não existe projeto ideal em uma democracia. Todos os projetos são os possíveis. É um processo de discussão entre os diversos setores da sociedade, apresentado no Congresso Nacional e que se vota e ganha a maioria. O projeto é bom, isso é o que é importante".


Meirelles, em conversa com jornalistas depois do evento no Lide, afirmou que "quanto mais atrasar, mais difícil fica a reforma da Previdência". O ministro disse que o momento ideal para aprová-lo é agora."Quanto mais tempo passar, mais dura terá de ficar a reforma", disse.


Na entrevista, o ministro disse que não é otimista em relação à aprovação do texto, mas sim "realista".


Eleições


O ministro disse que a economia brasileira está bem e ficará melhor em 2018. Cotado como pré-candidato à Presidência pelo PSD, Meirelles evitou associar o desempenho econômico ao lançamento de sua eventual candidatura e disse que tomará a decisão sobre seu futuro político-eleitoral no próximo ano.


"No tempo adequado, que é o tempo da lei, no primeiro trimestre de 2018, eu tomarei uma decisão se vou ou não participar das eleições".


O ministro evitou falar quem poderia ser seu sucessor no ministério. "Vai depender se eu vou continuar no Ministério da Fazenda ou se eu vou decidir sair pra participar do processo eleitoral. Não estamos ainda cogitando isso", declarou.


Sobre um eventual apoio do governo Michel Temer à candidatura presidencial do governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), Meirelles disse que é preciso "aguardar o desenrolar dos acontecimentos". "Todos os partidos as pessoas vão tomando suas decisões e avaliando vantagens e desvantagens, custos benefícios e consequências de cada decisão. Eu prefiro deixar pra cada partido tomar suas decisões e verificar os resultados."

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