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Pesquisa indica maior resistência na Câmara a privatizar Eletrobras

A resistência na Câmara dos Deputados à privatização da Eletrobras subiu fortemente nas últimas semanas, segundo monitoramento feito pelo governo com os parlamentares.


O plano de transferir o controle da companhia à iniciativa privada sofria a rejeição de 43,6% dos deputados, conforme sondagem feita nos dias 28 e 29 de novembro pelo Instituto FSB Pesquisa, que consultou 226 parlamentares de 25 partidos (obedecendo à proporção de cada bancada).


Isso significa um aumento superior a dez pontos percentuais na desaprovação ao plano, cujo índice era de 32,4% no fim de outubro, de acordo com um levantamento semelhante. A FSB Pesquisa foi contratada pela própria Eletrobras.


Entre as duas pesquisas, o apoio à privatização caiu de 55,4% para 52,7%. No entanto, esse índice sobe para 60,4% em um cenário em que o governo adota uma "golden share" na transferência de controle. Uma ação de classe especial garantiria direito a veto do governo em decisões estratégicas da empresa.


O projeto de lei da Eletrobras, que está pronto e depende apenas de assinatura do presidente Michel Temer para ser enviado ao Congresso Nacional, precisa de maioria simples na Câmara e no Senado.


O maior percentual de apoio à privatização está no PSDB (90,5%). Depois estão o PP (70%) e o DEM (69,2%). No PMDB, partido de Temer, há aprovação de apenas 61,5% da bancada. O menor grau de apoio está no PT: só 4% de seus deputados querem a Eletrobras sob controle privado.

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