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Mercado reflete frustração com Previdência; Ibovespa cai e dólar sobe

As chances da reforma da Previdência parecem ficar cada dia menores, o que empurra mais um pouco o Ibovespa para baixo hoje. Declarações tanto do relator do projeto, Arthur Maia, quanto do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, confirmam que é elevado o risco de o projeto não ser encaminhado à votação na semana que vem. Em resposta, a bolsa passou a manhã no terreno negativo.


Às 13h35, o Ibovespa caía 0,13% para 72.706 pontos. Na mínima, chegou aos 71.798 pontos, movimento registrado assim que Arthur Maia começou a falar em Brasília. O relator disse que "não há necessidade de votar a reforma no afogadilho" e que "não tem que ter essa obrigatoriedade de votar na semana que vem".


Mais tarde, Rodrigo Maia reiterou que "é muito difícil" votar o projeto na semana que vem, embora a reunião do DEM tenha sido muito positiva. "Essa agenda não vai sair da pauta enquanto não for votada", disse Maia. "Não vou jogar a toalha sobre a reforma", acrescentou.


A visão dos agentes é que a definição sobre a possibilidade ou não de votação da reforma deve determinar a tendência para a bolsa. E, por isso, enquanto esperam por sinais mais claros da viabilidade desse evento, o ritmo fica mais lento. "O mercado acompanha o noticiário não apenas pensando na aprovação da reforma, mas do efeito político que essa votação provoca", explica Fabio Carvalho, head de equities da CM Capital Market. Ele explica que, na visão do mercado, uma derrota do governo nessa votação vai ser entendida como um risco mais elevado também no processo eleitoral, o que afetaria, portanto, o apetite dos investidores.


As ações da Eletrobras acompanham de perto o noticiário sobre a reforma. A visão dos investidores é que o enfraquecimento do apoio à reforma pode significar maior dificuldade do governo viabilizar a privatização da companhia. Há pouco, a ação ON caía 1,64% e o papel PNB recuava 1,95%.


Outras estatais também sofrem. Banco do Brasil ON recua 1,04%, a queda mais intensa entre os bancos. Já Petrobras ON recuava 0,81% e Petrobras PN perdia 0,72%.


Vale e siderúrgicas recuam, a despeito da firme alta, de 3,5%, do preço do minério de ferro em Qingdao. Há instantes, a ação ordinária da mineradora perdia 0,70%, enquanto Usiminas PNA perdia 1,12%, CSN ceida 0,13% e Gerdau recuava 1,01%.


Dólar


Em um novo sinal de frustração no mercado, o dólar intensifica a alta desde o final da manhã, levando o real ao pior desempenho dentre as principais divisas globais.


Por volta das 13h35, o dólar comercial girava próximo dos momentos de pico do dia. A moeda era negociada a R$ 3,3288, em alta de 0,97%, após bater R$ 3,3335.


Já o contrato futuro para janeiro avançava 0,60%, a R$ 3,3315.






Desta vez, o gatilho do movimento veio com o discurso do relator da Previdência, Arthur Maia, que afirmou não haver "obrigatoriedade" de votar a reforma na semana que vem. A preocupação é de que o governo desista de votar a proposta neste ano, mostrando assim o fracasso na articulação política para angariar votos.


Juros


O comportamento dos juros futuros volta a ecoar as preocupações em torno da reforma da Previdência. As taxas de vencimentos mais longos operam em firme alta, com aumento do prêmio ao longo da curva. Desta vez, o gatilho da piora no sinal veio com o discurso do relator da matéria, Arthur Maia, que afirmou não haver obrigatoriedade de votar a proposta na semana que vem.


A inclinação da curva, que serve de termômetro de risco, renova a máxima histórica. A diferença entre o DI janeiro de 2023 e o DI janeiro de 2019 marca 3,23 pontos percentuais, ante 3,18 pontos no fechamento de ontem.


Por volta das 13h35, o DI janeiro/2021 sobe a 9,290% (9,250% no ajuste anterior).


Entre outros vencimentos, DI janeiro/2019 cai a 6,970% (6,990% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2020 marca 8,300% (8,290% no ajuste anterior).





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