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Juros futuros saem das mínimas, mas mantêm recuo na sessão

As taxas de DI chegaram ao fim da tarde desta quarta-feira longe das mínimas do dia, à medida que o otimismo gerado pela expectativa que o ex-presidente Lula seja considerado inelegível, por dados nos EUA e pela decisão do PSDB de fechar questão a favor da reforma da Previdência deu lugar a incertezas sobre a capacidade de o governo avançar com a correção das contas públicas, conforme cresce a urgência pela pauta com a aproximação do ano eleitoral.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2023 cedia para 10,180% (10,250% no ajuste anterior), após mínima de 10,110%.O DI janeiro/2021 recuava a 9,260% (9,320% no ajuste anterior), depois de marcar 9,210%.


O DI janeiro/2020 recuava a 8,270% (8,310% no ajuste anterior), a alguma distância da mínima de 8,220% atingida mais cedo.E o DI janeiro/2019 caía a 6,950% (6,980% no ajuste anterior), 2 pontos-base acima do piso intradiário.


Os mercados já vinham embalados pela definição para 24 de janeiro da data do julgamento de apelação do ex-presidente Lula no caso em que é acusado de lavagem de dinheiro envolvendo um tríplex no Guarujá (SP).Mas à tarde a melhora ganhou força com sinais de que o Federal Reserve (Fed, BC americano) poderá ser mais gradual no processo de alta de juros nos EUA. E, sobretudo, após o PSDB fechar questão a favor da reforma da Previdência.


Aos poucos, no entanto, investidores retrocederam nas posições mais agressivas, à medida que digeriram o fato de os tucanos não terem definido punições para parlamentares que votarem contra a reforma previdenciária em plenário da Câmara dos Deputados.A despeito da expectativa de que um número relevante de deputados do PSDB apoie o texto, o mercado descontou nos preços dúvidas sobre se os votos potenciais seriam suficientes para aprovar a reforma ainda neste ano.


Hoje, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, voltou a falar sobre a importância das reformas e, embora não tenha cravado que em caso de aprovação as taxas serão mais baixas, admitiu que a direção é essa.


A cautela aumentou também com a aproximação da decisão de política monetária do Fed, prevista para as 17h (horário de Brasília). Meia hora depois, Janet Yellen faz sua última coletiva pós-decisão no posto de comandante do BC americano.

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