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Marun toma posse como ministro e diz que Previdência é maior desafio

15/12/2017 17h23

Em sua posse como ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun (PMDB-MS) usou seu discurso nesta sexta-feira no Palácio do Planalto para defender a reforma da Previdência, que ele mesmo já havia apontado como sua principal tarefa à frente da articulação política do governo Michel Temer (PMDB).


O novo ministro prometeu ainda abrir mão de disputar um novo mandato para ajudar Temer nessa tarefa, embora a votação da reforma esteja marcada para fevereiro de 2018.


Marun, conhecido aliado do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso pela Lava-jato,deixa sua cadeira de deputado federal e substitui o tucano Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que retorna à Câmara.


"Vejo no senhor um homem determinado a fazer aquilo que precisa ser feito", disse Marun, dirigindo-se a Temer. "Há menos de dois anos, o Congresso decretou o impeachment de um governo que destruía o Brasil. Fui um protagonista naquele embate e naquele momento liguei meu nome ao seu governo [de Temer]."


Marun, então, destacou o que considera ganhos econômicos do governo Temer, como a queda da inflação e a retomada do crescimento. Disse ainda ao pemedebista que "prefeitos e governadores são tratados com respeito do seu governo", sugerindo que haveria queixa em relação à geestão da ex-presidente Dilma Rousseff.


O deputado destacou ainda que há o que avançar."Nesse sentido, o maior dos desafios é a reforma da Previdência. Assumo essa função consciente disso", disse o ministro. "Precisamos de uma Previdência mais justa e menos desigual para todos os brasileiros."


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, marcou a votação da reforma para 19 de fevereiro, após o recesso parlamentar e o Carnaval. Caberá a Marun grande parte da tarefa de convencer os membros do Congresso a votar um tema impopular em ano eleitoral.


"Passei os três últimos anos da minha vida dentro do Congresso, convivendo com deputados e senadores. Tenho certeza absoluta de que essa vitória [aprovação da reforma] será a vitória do Brasil", disse.


O discurso de Marun foi precedido pela fala de Imbassahy, que usou um estereótipo atribuído aos baianos para justificar porque demorou tanto para entregar ao cargo, quando parte do PSDB clamava pelo desembarque do governo Temer.


"Eu sou da Bahia, onde tudo acontece mais calmamente. Eu demorei para entrar e agora demorei para sair", disse Imbassahy. "Há várias semanas, o noticiário já indicava a minha saída, mas somente no último dia 8 de dezembro apresentei minha carta de demissão."


Depois, brincou com Temer, que recentemente precisou fazer uma cirurgia para desobstruir uma artéria do coração.


"Foi um período muito intenso, uma prova para corações", disse Imbassahy, a respeito de seu tempo à frente da Secretaria de Governo. "Tanto que até o amigo presidente, homem de coração, precisou recorrer a dois stents."

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