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Candidatura de Joaquim Barbosa enfrenta resistência dentro do PSB

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, e parte da bancada de deputados da sigla trabalham para convencer o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa a se filiar ao partido para disputar a Presidência. O problema é que um setor da legenda resiste à ideia. O ex-comunista Aldo Rebelo, que se filiou ao PSB em setembro, já anunciou internamente que disputará a indicação de candidato contra Barbosa.


Defensores da candidatura do ex-ministro do STF enxergam o dedo do vice-governador de São Paulo, Márcio França, na pré-candidatura de Aldo. O objetivo seria inibir Barbosa a embarcar no projeto presidencial do PSB. França já anunciou que, independentemente da posição do partido, vai apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin.


"O Alckmin é o melhor candidato", disse França, que deve assumir o governo em março e disputar a reeleição. Para o vice-governador, lançar um candidato próprio a presidente é uma "decisão errada que atrapalharia a campanha dos governadores do partido". Ele nega ser o articulador da candidatura de Aldo. Das diferenças internas, França reconhece que um caminho seria a liberação para que cada diretório estadual apoie o candidato a presidente que for mais conveniente para a eleição local.


Aliados do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, afilhado político de Eduardo Campos, também veem a ideia com simpatia. Neste caso, o pernambucano, que vai tentar a reeleição, poderia apoiar Lula, que é popular no Estado. "O fundamental é buscar manter a unidade do partido, em favor de uma composição de centro-esquerda", afirma Câmara, que elogia Barbosa, mas não se compromete com a candidatura do ex-ministro. O governo pernambucano defende que o PSB só tome uma decisão sobre a campanha presidencial no final do primeiro semestre de 2018. O presidente Carlos Siqueira tenta apaziguar as diferenças.


"Vamos resolver no tempo certo e nos entender. Para o líder do PSB na Câmara, Júlio Delgado (MG), a candidatura de Barbosa é a opção para evitar um racha. "Não tem uma solução melhor do que ter candidatura própria e tendo candidatura própria que sirva para um projeto nacional". O ex-ministro informou que não está comentando o assunto.

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