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Juros futuros têm variações discretas à espera da inflação

18/12/2017 18h15

Os juros futuros tiveram oscilações bastante moderadas nesta segunda-feira (18), a última antes do Natal. As taxas mais curtas - associadas às expectativas para a política monetária - mostraram viés de queda, enquanto os DIs longos - correlacionados com as perspectivas para as contas públicas - tiveram sinal de alta.


Num dia sem grandes notícias sobre a articulação do governo em prol da reforma da Previdência, o foco dos investidores da renda fixa se volta, nesta semana, para o IPCA-15 de dezembro e para o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), ambos a serem divulgados na quinta-feira (21).


Em 12 meses até novembro, o IPCA-15 acumula variação de +2,77%, bem abaixo do centro da meta, de 4,5%. A pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira mostrou que o mercado, de forma geral, prevê IPCA - referência para o regime de metas de inflação - de 2,83% para 2017 e de 4,00% para 2018 - ambos abaixo do centro da meta para os dois anos, de 4,50%.


A equipe de estratégia da Icatu Vanguarda acredita que a inflação continuará aquém do centro da meta em 2018. Junto com um quadro de contas externas saudáveis sem maiores pressões no câmbio, a casa acredita que o Banco Central conseguirá manter a meta Selic "provavelmente nos níveis mais baixos da história" ao longo do próximo ano.


"As eleições para presidente do país podem trazer períodos pontuais de maior volatilidade dos mercados locais, mas dificilmente irão alterar de forma significativa o quadro cíclico da economia", diz a Icatu, em nota.


Na curva de juros, porém, o mercado mantém importante prêmio de risco, numa postura mais defensiva diante dos riscos. O CDI médio projetado para o primeiro trimestre de 2019 está em 8,4% ao ano, bem acima do CDI atual, de 6,890%. Ou seja, o mercado projeta que nos três primeiros meses de 2019 a Selic média será 151 pontos-base acima da atual (7,00%).


Da pauta do dia, o destaque foi o IBC-Br de outubro, que subiu 0,29% em outubro sobre setembro, com ajuste sazonal. O dado superou a estimativa de -0,15% de analistas consultados pelo Valor Data.


"Por ora, continuamos esperando recuperação lenta e gradual da economia, rumando a 2,5% de crescimento no próximo ano", diz a Rosenberg Associados, em nota.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2019 caía a 6,910% ao ano (6,940% no ajuste anterior).O DI janeiro/2020 tinha taxa de 8,260% (8,270% no ajuste anterior).O DI janeiro/2021 operava estável, a 9,290%.E o DI janeiro/2023 subia a 10,280% (10,260% no ajuste anterior).

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