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Juros futuros longos avançam, com incertezas fiscais

19/12/2017 18h38

As taxas de DI mais longas tiveram altas firmes nesta terça-feira, em meio ao noticiário fiscal brasileiro e à pressão na curva de juros longos dos Estados Unidos, diante da expectativa pela votação da reforma tributária pelo Congresso americano.


Os mercados já haviam começado o dia mais cautelosos com a notícia de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski derrubou a MP que adiava para 2019 o reajuste salarial e aumentava a alíquota previdenciária de servidores públicos federais. A decisão ainda está sujeita ao referendo do plenário da Corte, mas, a princípio, representaria um rombo adicional de R$ 6,6 bilhões às contas públicas.


Posteriormente, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu "risco real" de o Brasil voltar a ser rebaixado por agências de "rating" antes da votação da reforma da Previdência, agora prevista para fevereiro, após sucessivos adiamentos.


O noticiário gera um clima de desânimo do lado fiscal, que pode crescer à medida que se aproxima a corrida eleitoral e caso o mercado não veja notícias positivas até lá. O que poderia dar alívio ao sentimento de investidores seria, por exemplo, a impossibilidade de o ex-presidente Lula concorrer ao pleito de 2018, segundo operadores.


Num sinal da postura mais defensiva dos agentes, operadores elevaram o prêmio de risco embutido já para o primeiro trimestre de 2019, período de início do novo governo. A Selic média considerada nas apostas para esse período é de 8,55% ao ano, 8,1 pontos-base acima da taxa embutida na segunda-feira. O juro básico está em 7% atualmente.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2019 operava estável, a 6,920% ao ano.O DI janeiro/2020 tinha taxa de 8,280% (8,270% no ajuste anterior).O DI janeiro/2021 subia a 9,360% (9,300% no ajuste anterior).E o DI janeiro/2023 avançava a 10,390% (10,290% no ajuste anterior).

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