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Juros futuros longos recuam na véspera de IPCA-15 e RTI

20/12/2017 18h02

As taxas de DI de prazos mais longos experimentaram firme baixa nesta quarta-feira, dia com noticiário doméstico mais ativo, embora a reforma da Previdência siga como fator de incerteza. É importante lembrar também que os trechos mais longos há tempos têm mostrado aumento de prêmio, que para vários analistas de mercado está excessivo.


A queda dos DIs longos ocorre na véspera da divulgação do IPCA-15 de dezembro do último RTI do ano - cujo texto se espera que reitere expectativa de corte de 0,25 ponto percentual da Selic em fevereiro.


O governo anunciou que fará no começo do ano contingenciamento do Orçamento, uma forma de minimizar impactos negativos de aumentos contratados de gastos - como o reajuste de salários de servidores públicos, MP cujo adiamento foi revogado por liminar do ministro do STF Ricardo Lewandowski.


O contingenciamento é uma maneira de o governo sinalizar ao mercado financeiro comprometimento com o reequilíbrio das contas públicas, num momento de ruídos sobre o ajuste fiscal.


Declarações do presidente Michel Temer de que "jamais vamos desistir da Previdência" e a melhora da aprovação do governo em pesquisa CNI/Ibope também foram pontos citados como pano de fundo para a melhora do mercado.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2019 caía 2 pontos-base em relação ao ajuste anterior, para 6,900% ao ano.


O DI janeiro/2020 cedia 10 pontos-base, para 8,180%.


O DI janeiro/2021 recuava 12 pontos-base, para 9,240%.


E o DI janeiro/2023 retrocedia 14 pontos-base, para 10,230%.


A Selic média projetada na curva de DI para o primeiro trimestre de 2019 - primeiros três meses do governo a ser eleito em 2018 - caiu 14 pontos-base, para 8,31% ao ano.

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