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Estoque de crédito tem leve alta em novembro para R$ 3 trilhões

(Atualizada às 12h40) O saldo das operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,4% em novembro, para R$ 3,063 trilhões. Em 12 meses, a queda está em 1,3%, menor que o 2% de retração acumulados até outubro.


Para 2017, o Banco Central (BC) estima um crescimento de 1% para o crédito, dado que pode ser revistado ainda hoje. Em 2016, o estoque caiu 3,5% e marcou o pior ano para o mercado de crédito desde a adoção do Plano Real em 1994.


Como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pelo BC, o estoque de operações subiu de 46,9% em outubro para 47% no mês passado.


O saldo total do crédito livre avançou 1% em novembro sobre o mês anterior, chegando a um total de R$ 1,553 trilhão. Em 12 meses, a alta foi de 0,3%. O crédito direcionado recuou 0,3% em novembro, atingindo o volume de R$ 1,511 trilhão. Em 12 meses, a queda e de 2,9%.


O saldo total de crédito para as famílias aumentou 0,8% em novembro, e 5,8% em 12 meses, chegando a R$ 1,640 trilhão. Para as empresas, a queda no mês foi de 0,2%, chegando a um total de R$ 1,423 trilhão. Medido em 12 meses, a queda é de 8,4%.


Juros


A taxa de juro média cobrada pelo sistema financeiro nas suas operações de credito registrou queda de 0,6 ponto percentual, saindo de 27,4% em outubro para 26,8% no mês passado. No ano, as taxas recuam 5,4 pontos, com baixa de 6,4 pontos em 12 meses.


Em novembro, a queda dos juros aconteceu para empresas e famílias. A taxa das pessoas jurídicas saiu de 18% para 17,7%. Para as pessoas físicas, a taxa ficou em 33,4% vindo de 34,2%.


Olhando o juro com recursos livres, a taxa para as pessoas físicas caiu de 59,5% ao ano em outubro para 58,1% no mês passado. O custo do dinheiro para as empresas saiu de 23,3% para 22,9%. Com isso, o juro total com recursos livre fechou o mês em 42,7% vindo de 43,6% em outubro.


A queda dos juros médios do sistema mostra compatibilidade com a redução do spread, que saiu de 20,5 pontos percentuais em outubro para 20 pontos em novembro. Já o custo de captação das instituições cedeu de 6,9% ao ano em outubro para 6,8% em novembro. No ano, o custo de captação cai 2,7% pontos e spread também cai 2,7 pontos. Em 12 meses, o custo de captação cai 2,8 pontos, enquanto o spread recua 3,6 pontos.


Nas operações de crédito com pessoas físicas, o "spread" ficou em 26,7 pontos percentuais, ante 27,4 pontos em outubro. No crédito às empresas foi verificada queda de 11 pontos percentuais para 10,7 pontos no mês passado.


Empréstimos


O sistema financeiro concedeu em novembro 3% a mais em novos empréstimos e financiamentos, comparativamente a outubro. O número leva em conta as concessões totais em cada mês. Em relação a novembro do ano passado, as concessões caem 1,7%.


Considerando a média por dia útil, houve aumento de 8,2%, na comparação com outubro.


Houve alta nas concessões para empresas e nas operações com famílias. Na comparação dos volumes acumulados em cada mês, as concessões para clientes corporativos aumentaram 3,3% ante o mês anterior, somando R$ 124 bilhões em novembro.


Para as famílias, o sistema financeiro concedeu R$ 170 bilhões em novos empréstimos e financiamentos, 2,8% acima do que tinha concedido no mês anterior.


Sob o ponto de vista do tipo de recurso usado pelas instituições para dar o crédito, a concessão com recursos livres subiu 4,1% e com recursos direcionados diminuiu 7,2% no mês passado.


As concessões no crédito direcionado caíram 3,5% nas operações com pessoas físicas, enquanto foi registrada uma queda de 11,8% nas operações com empresas.


Quando são consideradas as concessões no crédito livre, o volume subiu 4,9% nas operações com empresas e aumentou 3,5% nas operações com as famílias.


2018


O BC projeta um crescimento de 3% do saldo de crédito em 2018. Para as pessoas físicas, estima-se crescimento de 7% e, para as empresas, uma retração de 2%.


Considerando a origem dos recursos, o crédito livre deve crescer 4 no total%, com as pessoas físicas crescendo 7% e as pessoas jurídicas avançando 1%. No caso do crédito direcionado, a projeção do BC é de alta de 1%, sendo 7% para a pessoa física e queda de 6% para pessoa jurídica.


Segundo o chefe do departamento de Estatísticas do Banco Central (BC), Fernando Rocha, ainda não há indicação de recuperação no mercado de crédito direcionado para as empresas, o que está relacionado ao recuo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Rocha afirmou que se espera uma recuperação gradual do mercado de crédito no ano que vem e destacou que esse movimento será liderado pelas operações com crédito livre e pelas pessoas físicas. Para ele, a desalavancagem das famílias parece mais avançada que a das empresas.


"O ponto a destacar é a volta do crescimento nominal depois de uma redução dos saldos do mercado de crédito. Isso mostra que o pior momento já passou", disse. "O crescimento será gradual. Um crescimento de 3% é abaixo do IPCA projetado para o ano que vem. Mas, na composição, os setores que saem na frente terão crescimento real, caso da pessoa física", disse.


Neste ano, até novembro, o saldo total do crédito cai 1,4%, com retração de 2,5% no crédito direcionado e leve baixa de 0,2% no livre.


Para os números fechados de 2017, a previsão do BC é de queda de 1% do estoque de crédito, ante previsão anterior de estabilidade. Esse resultado deve ser composto por uma alta de 6% para as pessoas físicas e uma queda de 8% para as empresas.


O crédito livre deve fechar o ano com avanço de 0,5%, igual à previsão anterior ?sendo pessoa física com alta de 5% e pessoa jurídica com queda de 4%.


No crédito direcionado, o prognóstico para 2017 é de queda de 3% (antes, o BC esperava recuo de 0,5%), sendo retração de 11% para empresas e alta de 6% para famílias.

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