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Ibovespa sente queda de bancos e Petrobras; Embraer sobe

22/12/2017 14h41

O Ibovespa oscila em baixa pressionado por ações de peso, como os bancos e a Petrobras. Do outro lado, a Embraer estende os ganhos de ontem e, no maior giro do dia, tenta direcionar o mercado para o campo positivo.


Às 13h35, a "briga" entre a realização de lucros e o interesse dos investidores em não perder a oportunidade de altas da Embraer ON levava o Ibovespa a uma leve qieda de 0,14%, aos 75.029 pontos.


Analistas mais uma vez citam a pouca liquidez do mercado como um elemento relevante na instabilidade. O giro financeiro somava R$ 1,5 bilhão há pouco, demonstrando a baixa participação de investidores nas operações neste fim de ano.


A Embraer liderava o giro do índice, acima inclusive de Petrobras PN, Vale ON e Itaú Unibanco, papéis mais líquidos da bolsa no geral. A ação da fabricante de jatos subia 4,11%, a R$ 21,03, e movimentava R$ 266 milhões, 78% do volume de R$ 341 milhões negociados ontem.


No mesmo momento, a Vale ON subia 0,68%, a R$ 39,64, e giro de R$ 156,8 milhões, enquanto a Petrobras PN caía 0,32%, a R$ 15,81, e giro de R$ 138,4 milhões.


Apesar da euforia com as ações da Embraer, gestores destacam as persistentes dúvidas envolvendo eventual transação com a Boeing, já que, no momento, não se sabe qual a natureza da combinação de negócios estudada pelas companhias.


Um gestor de um grande fundo paulista destaca que faria mais sentido uma parceria comercial, porque uma venda da fabricante brasileira à Boeing é "pouco provável". Hoje, o presidente Michel Temer afirmou que as negociações entre as duas empresas não chegaram a seu gabinete oficialmente e que "não está em cogitação a transferência do controle acionário".


Sem grandes catalisadores, o Ibovespa tenta se aproveitar da notícia para sustentar patamares. No entanto, sem descuidar do exterior, onde o movimento ainda é mais lateral, o índice permanece sem força para retomar altas, especialmente ao oscilar cerca de dois mil pontos no pregão de ontem. "Uma realização seria saudável e esperada", diz Vladimir Caramaschi, estrategista-chefe da Indosuez Wealth Management.


Dólar


O dólar chega na última sessão antes do Natal em viés de alta, sendo negociado acima dos R$ 3,30. Sem grandes catalisadores no mercado local, a direção é trazida pelo exterior que traz pressão contrária às principais moedas emergentes.


Por volta das 13h35, o dólar comercial subia 0,45%, a R$ 3,3251, levando o real ao terceiro pior desempenho diário numa lista de 33 moedas. Hoje, os principais indicadores americanos vieram em linha com o esperado, o que frustrou um possível movimento de queda do dólar.


O sinal do câmbio também é afetado pelos efeitos de operações de fim de ano, como diminuição do fluxo para emergentes e retorno de recursos para países desenvolvidos. A expectativa, entretanto, é de que o começo do ano que vem já venha com a recomposição de carteiras.


"O início do ano, geralmente, tem a volta de fluxo para mercados emergentes", diz Luiz Eduardo Portella, sócio-gestor da Modal Asset. "Houve uma zerada de posições no final de outubro que e continuou em novembro, mas logo as carteiras voltam a ser montadas", acrescenta.


Os riscos eleitorais ainda trazem cautela para os investidores. O principal ponto de atenção é a candidatura do ex-presidente Lula, cuja elegibilidade ou não depende de decisões jurídicas. Em paralelo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, volta a aparecer como possível candidato para a disputa. Meirelles foi exposto como virtual candidato à presidência da República no programa partidário do PSD que foi ao ar ontem à noite.


A participação do ministro foi tida como bem eloquente por profissionais de mercado, mas ainda há ceticismo sobre sua popularidade e a capacidade de angariar votos no futuro. "O governo quer mostrar que tem um candidato viável, mas isso só vai ficar claro daqui uns meses com a evolução das pesquisas eleitorais", diz o profissional de uma gestora local. "Ele é um candidato que se mostra alinhado com a agenda do mercado, mas não empolga", acrescenta.


Juros


Os juros futuros operam sob pressão reduzida nesta véspera de feriado prolongado. A despeito das incertezas políticas que rondam o cenário de 2018, a sessão desta sexta-feira é marcada por ligeiros ajustes que trazem viés de baixa para as taxas.


A ausência de surpresas até o momento se reflete no DI janeiro de 2019, que reflete apostas para o atual ciclo monetário. A taxa é negociada a 6,920%, mesmo nível do ajuste anterior.


ODI janeiro de 2020 era negociado a 8,170% (8,190% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2021 operava a 9,190% (9,210% no ajuste anterior).







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