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Ibovespa tem ritmo lento com Vale, mas testa recuperação

26/12/2017 12h45

O Ibovespa persiste nesta terça-feira com um movimento ainda indefinido, sustentando o patamar dos 75 mil pontos e ensaiando uma recuperação com as ações dos bancos, mas bastante afetado pela baixa de ativos de peso, especialmente a Vale.


Às 11h36, o Ibovespa subia 0,44%, aos 75.518 pontos. O giro financeiro ainda era baixo, de R$ 503 milhões.


Segundo operadores e analistas, o movimento em queda da Vale (-1,31%) e da Bradespar (-1,44%) acompanham as baixas dos contratos futuros do minério de ferro em Dalian. De sexta-feira até hoje, os contratos para maio têm baixa perto de 4%.


Na outra ponta, porém, recuperam o movimento positivo as ações dos bancos, com Banco do Brasil subindo 1,53%, enquanto Bradesco ON sobe 0,75%; a PN do banco avança 0,35%. No mesmo sentido, Itaú Unibanco tem ganho de 0,52%, enquanto as units do Santander ganham 0,28%.


Apesar da recuperação do setor em dia sem grande agenda, liquidez e catalisadores, o ambiente fiscal continua limitando o "rali de fim de ano" do Ibovespa. As preocupações estão concentradas principalmente na possível publicação de relatório sobre o rating soberano pela agência de risco S&P Global Ratings esta semana.


"Estamos vendo a permanência da cautela com a sinalização de que não são feitas revisões de rating em ano eleitoral. Isso significa que estamos na janela para que a S&P publique alguma decisão em breve, então enxergamos um risco de curtíssimo prazo", afirma Carlos Soares, analista de investimentos da corretora Magliano.


Depois de uma abertura mais forte, os papéis da Embraer (+1,80%) seguem no campo positivo, mas com menor força. Ainda assim, em giro, trata-se do quarto maior volume negociado no Ibovespa. A leitura é que o papel embute um prêmio pela combinação de negócios com a Boeing, mas também se recupera do recuo de 5% registrado quando as concorrentes Bombardier e Airbus anunciaram, em outubro, uma união para produção de jatos.


"Observando os múltiplos da empresa e os fundamentos, é uma companhia que conta com boa promessa de ganhos independentemente de qual for a união com a Boeing. Precisamos ver que modelagem será adotada, mas qualquer acordo estratégico traz perspectiva maior de vendas e resultados, então certamente ainda cabe ajustes para cima [nos preços]", diz Soares.

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