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Dólar sobe 1,94% em 2017 e sinaliza comportamento volátil em 2018

28/12/2017 19h06

O dólar ficou praticamente estável ante o real no último pregão de 2017, subindo 0,06% a R$ 3,3135, um comportamento que não condiz com o vaivém da moeda ao longo do ano.


Essa cotação representa uma variação positiva de 1,94% acima da taxa de encerramento de 2016 (R$ 3,2506). Ao longo do ano, o dólar ficou mais próximo da máxima do período (R$ 3,3836, em 18 de maio) do que da mínima (R$ 3,0570, em 23 de fevereiro).


Em retrospectiva, o período até maio foi marcado de forma geral pela queda da divisa. Mas apenas até o dia 18 daquele mês, quando a cotação disparou 8,06% (maior alta desde 1999), na esteira das delações de empresários da JBS contra o presidente Michel Temer - que colocaram em xeque a continuidade da agenda de reformas.


Do fim de junho ao começo de setembro, a cotação voltou a mostrar trajetória de baixa, chegando a perder o nível de R$ 3,10 no começo de setembro. Mas desde então, o viés de alta predominou, pela combinação de maior cautela pelo ambiente externo e, sobretudo, com a piora da percepção sobre a reforma da Previdência no Brasil.


No fim, o real terminou 2017 com o terceiro pior desempenho global, melhor apenas que o do peso argentino e o da lira turca.As moedas europeias foram o grande destaque positivo do ano.


A saúde das contas externas brasileiras e os US$ 381 bilhões de reservas internacionais do país ajudaram a limitar a depreciação da taxa de câmbio e podem continuar a dar suporte ao real em 2018.


Esses fatores explicam parte da expectativa de que o dólar feche o ano que vem cotado a R$ 3,32, praticamente estável ante a taxa de hoje.Porém, o caminho será turbulento e poderá ter a cotação se aproximando dos R$ 3,70 durante outubro, mês das eleições presidenciais.

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