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Dólar cai 1,62%, para R$ 3,26, influenciado pelo cenário externo

O clima global positivo para ativos de risco contagiou os negócios no mercado doméstico de câmbio e levou a cotação do dólar ante o real para o menor patamar desde o dia 6 de dezembro, recuando 1,62% para R$ 3,2597.


Esse movimento foi alinhado com o de outros mercados e refletiu um quadro de crescimento sincronizado e consistente no mundo, que aponta para a continuidade de um fluxo para emergentes."Não há um risco óbvio no horizonte", disse o sócio da Rosenberg Investimentos, Marcos Mollica.


O mundo mais disposto a buscar risco se traduz em busca por ativos de maior risco, consequentemente, favorecendo moedas de países emergentes. Assim, o dólar caiu 0,92% ante o peso mexicano, cedeu 0,61% em relação à lira turca, perdeu 0,70% em relação à rupia e teve retração de 0,34% na comparação ao dólar canadense.


No exterior, as bolsas americanas voltaram a ter uma sessão vigorosa, sob efeito ainda de um cenário favorável para a economia.


Na China, indicadores de atividade mostraram um ritmo mais intenso, depois que índice PMI industrial do Caixin mostrou avanço para 51,5 em dezembro, ante 50,8 em dezembro. Além disso, o Banco Central chinês voltou a injetar liquidez no mercado pelo oitavo dia consecutivo.


No Brasil, investidores também operam sob efeito da visão positiva para a atividade, que deve se traduzir no ingresso de recursos para investimentos em ações. Hoje, a bolsa superou os 77 mil pontos, em parte sustentada pela vinda do não-residente.


O real também é beneficiado pelo fato de não ter se concretizado o temido rebaixamento da nota de crédito do país pela agência de risco pela S&P na semana passada.


Diante do risco de a agência de rating voltar a carga e cortar a nota do país, alguns players haviam assumido posições defensivas, que foram revertidas agora.


O risco de um corte na nota ainda prevalece, mas parece mais provável que a agência irá esperar pela votação da reforma da Previdência, prevista para fevereiro. "O mais provável é que haja downgrade [rebaixamento], porque não deve haver reforma. Mas a reação deve ser apenas pontual", afirmou Mollica, da Rosenberg.

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