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Quadro econômico positivo sustenta Bolsa e dólar sai abaixo de R$ 3,27

A bolsa vive uma sessão bastante positiva, buscando novas marcas históricas neste primeiro pregão do ano. Autorizado pelo cenário externo favorável ao risco e sustentado por uma leitura favorável da economia local, o Ibovespa superou o nível de 77 mil pontos, o que não acontecia desde 13 de outubro. Novos números de confiança e a leve melhora das expectativas para o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano confirmam a leitura de que as perspectivas para as empresas são favoráveis e que, quando a turbulência política não atrapalha, a onda compradora prevalece.


Às 13h39, o Ibovespa subia 1,61%, para 77.629 pontos. Na máxima, alcançou os 77.648 pontos, segundo maior patamar já atingido ao longo de um pregão na série histórica, superado apenas pelos 78.024 pontos no dia 5 de outubro. Se ficar nessa linha até o fechamento, vai renovar a máxima histórica, de 76.989 pontos.


Sem a pressão vinda de Brasília, neste período de recesso parlamentar, os investidores se voltam para dados econômicos para operar.


Esse comportamento da bolsa contraria o que costuma ser um início de ano padrão. Depois de um rali no encerramento de um ano, é natural que o índice passe por uma realização de lucros na primeira semana do ano seguinte, período em que o volume de negócios, inclusive, fica bastante reduzido. Desta vez, no entanto, o noticiário político e o adiamento da reforma da Previdência acabaram atrapalhando o desempenho da bolsa. E, com o surgimento de mais sinais favoráveis à atividade, o mercado encontra tração.


Um exemplo é a melhora do Índice de Confiança Empresarial (ICE), da FGV, que avançou 1,2 ponto em dezembro, para 93,1 pontos, o maior nível desde abril de 2014, após seis meses consecutivos de alta.


Também merece atenção o resultado da pesquisa Focus, que mostra leve alta na estimativa para crescimento do PIB em 2017, de 0,98% para 1%, e para 2018, de 2,68% para 2,70%.


Vale ON ganhava 2,33%, Petrobras ON subia 1,89% e Petrobras PN tinha valorização de 2,30%.


Entre os bancos, Banco do Brasil ON subia 2,92%, Bradesco ON ganhava 0,16%, Bradesco PN avançava 1,98%, Itaú tinha elevação de 2,41% e Santander avançava 2,07%.


Entre as baixas, o destaque é Lojas Americanas (-3,34%), que não resiste à pressão de correção após o desempenho muito positivo observado nas últimas sessões, provocado pela leitura de que o varejo mostrou um resultado mais favorável no período do Natal.


Estreante na carteira teórica do Ibovespa, Magazine Luiza ON operava em alta de 1,56%.


Câmbio


O bom humor externo contaminou os investidores locais e colaborou para derrubar o dólar para abaixo de R$ 3,27. Dados positivos sobre a economia da China alimentaram o apetite por risco e se somaram ao alívio com o fato de a S&P não ter rebaixado o rating do Brasil nos últimos dias de 2017 para reduzir o prêmio de risco embutido no câmbio.


Às 13h43, o dólar comercial recuava 1,46%, a R$ 3,2652, após ter registrado mínima de R$ 3,2603, menor patamar intraday desde 7 de dezembro. O dólar futuro para fevereiro perdia 1,55%, a R$ 3,2790.


O dólar recuava ante quase todos os rivais, como rublo russo, lira turca e peso chileno.


Na agenda do dia, a pesquisa Focus mostrou que a projeção para o crescimento do PIB de 2017 passou de 0,98% para 1%, enquanto para 2018 saiu de 2,68% para 2,70%. No caso do câmbio, a previsão para o dólar ao fim deste ano subiu de R$ 3,32 para R$ 3,34.


A semana será movimentada, com a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano), amanhã, e do relatório sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, na sexta-feira.


No médio prazo, analistas dizem que os próximos dois grandes eventos para o mercado serão o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo TRF-4, no próximo dia 24, e a tentativa de votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, em 19 de fevereiro.


Juros


A taxas futuras de juros acompanham a queda do dólar nesta terça-feira e reduzem prêmio, especialmente na ponta mais longa. Entre os vencimentos mais curtos a baixa dos juros é menor e não altera as perspectivas para a Selic. O mercado já embute um corte de 0,25 ponto nos juros básicos na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de fevereiro, conforme sinalizado pelo Banco Central no fim de 2017.


Por volta das 13h47, o DI para janeiro de 2019 projetava taxa de 6,82%, de 6,87% no ajuste da sessão anterior. O DI janeiro 2020 mostrava 7,98%, ante 8,07%. O janeiro 2021 indicava 8,93%, de 9,06%. E o janeiro 2023 era negociado a 9,85%, de 10,05%.


Além do Boletim Focus, os investidores levaram em contao resultadodo IPC-S, que terminou dezembro com alta de 0,21% e fechou 2017 em 3,23%.


Também nesta terça-feira, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, deu entrevista para a Jovem Pan, onde mais uma vez disse que o Brasil precisa "fazer o dever de casa" e aprovar a reforma da Previdência. Sobre a possibilidade de a inflação de 2017 ter ficado abaixo do limite inferior da meta, de 3%, ele disse que houve uma queda muito forte de alimentos e que, no que diz respeito aos componentes afetados pela política monetária, a inflação "vai muito bem, obrigado".

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