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Queda do dólar puxa juros futuros para baixo na 1ª sessão do ano

02/01/2018 17h48

Os juros futuros tiveram uma sessão de forte redução de prêmios nesta terça-feira. Operadores apontam para uma conjunção de diversos fatores positivos, principalmente a queda acentuada do dólar ante o real. Com a aposta em um corte de 0,25 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) em fevereiro bastante consolidada, aos poucos o foco começa a mudar para o encontro do Banco Central em março.


Ao término da sessão regular na BM&FBovespa, o contrato de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2019 projetava taxa de 6,81%, ante 6,87% no ajuste da sessão anterior. O DI para janeiro de 2020 mostrava 7,93%, ante 8,07%. O DI janeiro 2021 indicava 8,88%, de 9,06%. E o janeiro 2023 era negociado a 9,82%, de 10,05%.


"O exterior estava muito positivo e tivemos uma série de fatores internos, como o não rebaixamento do rating do Brasil pela S&P, a possível candidatura de Henrique Meirelles ganhando força, o julgamento do Lula este mês", comenta Luis Laudísio, da Renascença. A bandeira verde na conta de luz em janeiro, anunciada pela Aneel, também ajuda.


Matheus Gallina, da Quantitas, aponta que tradicionalmente na primeira sessão do ano há uma realocação de risco, que potencializou o movimento de hoje. "Uma eventual condenação de Lula pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região] pode dar fôlego para uma nova 'pernada' no mercado de juros", acrescenta.


Nesta manhã, a pesquisa Focus mostrou que a projeção para o PIB de 2017 passou de 0,98% para 1%, enquanto para 2018 avançou de 2,68% para 2,70%. A previsão para a Selic ao fim deste ano foi mantida em 6,75%, enquanto a estimativa para o IPCA ficou inalterada em 3,96%. E a FGV informou que o IPC-S terminou dezembro em 0,21% e fechou 2017 a 3,23%.


O presidente do BC, Ilan Goldfajn, deu entrevista para a rádio Jovem Pan, onde mais uma vez disse que o Brasil precisa "fazer o dever de casa" e aprovar a reforma da Previdência. Sobre a possibilidade de a inflação de 2017 ter ficado abaixo do limite inferior da meta, de 3%, ele afirmou que houve uma queda muito forte de alimentos e que, no que diz respeito aos componentes afetados pela política monetária, a inflação "vai muito bem, obrigado". Já em relação a uma eventual volatilidade em função das eleições, ele citou o nível das reservas internacionais e a inflação baixa e com expectativas ancoradas e disse que o Brasil está "preparado para qualquer cenário".

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