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Vendas de Natal elevam confiança do comércio, aponta CNC

03/01/2018 14h38

Impulsionada pelas vendas de fim de ano, a confiança do empresário atingiu em dezembro de 2017 maior patamar em dois anos. É o que informou nesta quarta-feira (3) a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ao anunciar alta de 1,4% no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) entre novembro e dezembro, para 109,2 pontos, maior patamar desde novembro de 2014 (110 pontos).


A melhora no poder de compra do consumidor explica o resultado, segundo o economista da CNC, Bruno Fernandes, que não descarta continuidade trajetória positiva no indicador. Isso porque os indícios, até o momento, são de manutenção das condições que levaram a um contexto favorável ao consumo, como juros mais baixos, crédito com menor custo e inflação menos pressionada, além de sinais de melhora no mercado de trabalho.


No Icec de dezembro do ano passado, os três tópicos usados para cálculo do indicador apresentaram aumentos em todas as comparações. É o caso de: condições atuais, que subiram 1,7% entre novembro e dezembro para 79,5 pontos, com expansão de 33,3% ante dezembro de 2016; expectativas, que subiram 1% entre novembro e dezembro, para 152 pontos, com alta de 1,8% ante dezembro de 2016; e investimentos, com elevação de 1,7% entre novembro e dezembro, sendo 8,6% superior a dezembro de 2016.


No caso de estoques do varejo, o especialista admitiu que houve leve aumento de empresários insatisfeitos com o nível de estocagem, entre novembro e dezembro de 2017. No Icec, a parcela de empresários que informaram estoques acima do desejado no período subiu de 27,4% para 27,9%. No entanto, o percentual seguiu abaixo de dezembro de 2016 (29,3%), sendo menor patamar para meses de dezembro desde 2014 (23,8%). "Foi um aumento pontual, mais um ajuste. Se olharmos as outras informações da pesquisa, podemos ver que o cenário é bem positivo para a confiança do comércio", notou ele.


O técnico porém fez uma ressalva. O acirramento da corrida presidencial em 2018 pode ser um fator adicional de turbulência no já tumultuado ambiente político - o que pode interferir no humor do varejista, com impacto na confiança.


"Podemos ter alguma volatilidade [na confiança] devido à eleição presidencial, Mas, mesmo com incertezas à frente, alguns fundamentos já estão concretizados. Não esperamos inflação acima de 6% ou de 7% este ano; e o custo do crédito parece menor", afirmou, acrescentando que, em sua análise, o cenário favorável atual, com boas condições de poder de compra do consumidor, tem tudo para permanecer em 2018, com reflexo positivo no comércio.

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