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Dólar tem terceira baixa seguida

O dólar fechou em baixa pela terceira sessão consecutiva nesta quinta-feira (4). No entanto, o comportamento da moeda, principalmente no final da tarde, dá indícios de que a tendência positiva deste começo de ano pode ter fôlego limitado.


Apesar da queda generalizada no exterior, o dólar desacelerou o recuo por aqui faltando meia hora para o fim da sessão. No mercado de balcão, a cotação recuou apenas 0,07% para R$ 3,2331, bem afastada da mínima registrada no início do período vespertino, de R$ 3,2220.


Com isso, o real teve o quinto pior desempenho numa lista das principais 33 divisas globais. As demais emergentes, por contraste, eram os destaques positivos do dia.


Ao longo desta quinta, o sinal do câmbio já se mostrou instável. Algumas métricas, como o índice de força relativa (IFR), também indicavam espaço menor para queda adicional do dólar. O IFR de 14 dias terminou a sessão em 39,9 pontos, mais perto de 30 do que de 70, que separam indicações de que um ativo está excessivamente desvalorizado ou valorizado.


É dentro deste contexto que foi recebida a informação, publicada no Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, de que a agência de classificação de riscos S&P Global não tem restrições em fazer uma ação de rating em ano eleitoral, servindo de justificativa para operações mais defensivas no mercado. A agência afirmou que atualiza os ratings anualmente e que o último relatório do país foi em 15 de agosto de 2017. "É razoável esperar outro relatório até essa data [15 de agosto de 2018], mas não precisamos esperar até lá", informou a S&P.


Neste começo de ano, os sinais de fortalecimento da atividade global e a ausência de notícias negativas na cena doméstica compõem o pano de fundo para recomposição das carteiras de investimento, favorecendo os emergentes. O alívio não significa, entretanto, que os investidores tenham minimizado os riscos do cenário doméstico. As incertezas em torno da reforma da Previdência e da corrida eleitoral inibem uma atuação mais agressiva no mercado.


Amanhã, o mercado de câmbio volta a ser testado. Nos Estados Unidos, saem os dados de criação de empregos e a taxa de desemprego referentes ao mês de dezembro, que servem de balizadores da política monetária do Federal Reserve.

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