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Ibovespa renova recorde em nono pregão consecutivo de alta

Pelo nono dia consecutivo, os investidores sustentaram as compras no mercado local de bolsa e levaram o Ibovespa a, mais uma vez, registrar recordes ? uma tendência que deve continuar com o ambiente político doméstico em trégua e com o bom humor que predomina na cena global.


No fechamento da sessão desta quinta-feira (4), o Ibovespa subiu 0,84%, em novo recorde de 78.647 pontos. No intradia, o índice chegou a tocar o patamar dos 79 mil pontos, subindo mais de mil pontos entre a mínima dos 77.998 pontos e a máxima de 79.135 pontos.


A avaliação de operadores e analistas é que o momento continua propenso à negociação de ativos de risco no mundo, em meio às perspectivas de crescimento global. Hoje, o índice americano Dow Jones bateu pela primeira vez os 25 mil pontos, estimulando a bolsa brasileira a também perseguir novo patamar.


A expectativa é positiva também para a atividade brasileira, o que amplia a aposta do investidor nos ganhos das empresas. Com isso, cresce o interesse do investidor em montar posições em bolsa, em um momento que o cenário político fica em segundo plano.


Um indicador de que a demanda vem se ampliando na renda variável local é o volume financeiro, que se intensifica neste começo de ano. Nesta quinta, o giro do Ibovespa foi de R$ 7,6 bilhões.


Além do impulso externo e do jejum do cenário político interno, a bolsa também contou com fatores corporativos para seguir em rota ascendente. À espera de bons resultados financeiros pelo reflexo dos reajustes do preço do aço, as siderúrgicas tiveram intensa alta no dia, impulsionando o mercado. No destaque, as ações da Gerdau (+5,41%) e da Usiminas (+5,65%) lideraram as altas; a CSN, que confirmou a aplicação de ajuste de 18% a 23% no aço fornecido para a indústria automobilística e da linha branca, também fechou em alta, de 3,11%.


Efeito Lula


Não há expectativa, ao menos por hora, de que essa escalada do Ibovespa seja interrompida. Mais do que a reforma da Previdência, as atenções do mercado se voltam para o julgamento da apelação do ex-presidente Lula em 24 de janeiro no caso do triplex do Guarujá (SP), pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Sem novidades a respeito do tema, no entanto, o otimismo generalizado acaba sendo mais preponderante.


A forte alta da bolsa também corresponde a uma continuação de um movimento estrutural de longo prazo que havia sido interrompido no fim de 2017 pelos fatores políticos, segundo avaliação de André Salgado, sócio do fundo Adam. Ele diz que as incertezas políticas não foram eliminadas, mas cresce no mercado a visão de que o julgamento do ex-presidente Lula pode ter um aspecto muito positivo.


"O mercado já dava como certa a participação de Lula na eleição. Se de fato ele for impedido de concorrer, tem um espaço para melhora muito grande", diz. "É um evento de grande peso para o rumo dos mercados, com potencial mais positivo do que o contrário."


Enquanto aguardam o julgamento, os investidores voltam a operar de olho nos fundamentos econômicos. E o mais importante deles, na visão de Salgado, é a inflação sob controle, que permitirá juros baixos de forma sustentável.


Emergentes


Na comparação com outros emergentes, o Ibovespa é o que se destaca em desempenho, acumulando alta de 2,94% nos primeiros pregões do ano. Em dólar, a bolsa da Índia subiu 0,42% no mesmo período, enquanto a da Turquia avança 0,75%. A bolsa mexicana teve valorização de 2,88% e, a russa, 5,17%. Na África do Sul, houve alta de 0,17%.


"Com impulso das commodities e com o forte fluxo de estrangeiros para emergentes, temos, pelo menos, um primeiro trimestre mais confortável", afirma Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos.

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