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Ibovespa se aproxima dos 79 mil pontos com ajuda externa; dólar recua

O clima favorável para os negócios em bolsa no Brasil e no mundo estimula ganhos para o Ibovespa, que continua refletindo a alta de papéis de peso e perseguindo nesta tarde novos patamares depois de renovar máximas históricas.


Às 12h50, o principal índice da bolsa subia 1,09%, aos 78.842 pontos, depois de bater uma nova máxima histórica intradia em 78.946 pontos. O índice vem de um movimento positivo desde a entrada de 2018, com investidores montando posições e colocando papéis em carteira na tentativa de antecipar a melhora nos resultados das empresas este ano.


A tese de que os investidores estão voltando às compras também é reforçada pelo forte volume financeiro, que já soma R$ 2,4 bilhões, um montante considerado mais intenso no começo desta tarde. A perspectiva de crescimento não apenas no Brasil, mas no mundo, é o que dá fôlego aos negócios de forma generalizada.


O Ibovespa chegou a avançar perto dos 79 mil pontos após a abertura dos índices americanos, que intensificaram a liquidez local. Em Nova York, o Dow Jones ultrapassou pela primeira vez na história os 25 mil pontos, momento em que a bolsa no Brasil teve seu avanço mais forte.


Além do exterior positivo para ativos de riscos, caso dos emergentes e do Brasil, operadores e analistas observam que o ambiente político apresenta uma trégua. Sem grandes desdobramentos nessa frente, o índice se volta para o otimismo geral para continuar em ritmo ascendente.


As compras dos ativos em bolsa são estimuladas não somente pelo investidor local, em um ambiente de juro mais baixo no Brasil, como também pelos estrangeiros, que voltaram a colocar recursos em dezembro de 2017 na bolsa ? e devem continuar nessa rota ao longo de 2018.


O noticiário corporativo também adiciona ímpeto ao mercado. As siderúrgicas são hoje o grande destaque, com as perspectivas positivas do reflexo dos reajustes de preços do aço nos resultados do setor. Hoje, a CSN confirmou reajuste de 18% a 23% no aço fornecido para a indústria automobilística e da linha branca.


A Usiminas PNA (+5,65%) lidera as altas do Ibovespa e é o terceiro maior volume do índice, atrás apenas da Petrobras PN (+0,96%) e Vale ON (+1,59%). A CSN (+3,89%) e a Gerdau PN (+4,02%) também avançam com força. Entre os bancos, ênfase no movimento do Banco do Brasil (+1,41%), Itaú Unibanco (+1,61%) e as ONs (+1,73%) e PNs (+1,64%) do Bradesco.


Dólar


Seguindo o padrão dos últimos dias, a abertura do pregão em Nova York deu um impulso adicional ao real e colocou a moeda local de volta ao terreno positivo. O movimento continua sendo muito moderado, depois da queda expressiva observada nas últimas sessões. Mas demonstra que, nestes dias, é a dinâmica global - favorável ao risco - que está definindo os preços.


Às 13h30, o dólar comercial caía 0,24% para R$ 3,2276. Na mínima, tocou R$ 3,2260. O dólar futuro para fevereiro cedia 0,18% para R$ 3,232.


O mercado doméstico opera absolutamente alinhado ao exterior, onde a moeda americana recua entre as principais moedas. Nesta tarde, cedia 0,63% ante o rand sul-africano, -0,19% ante o peso mexicano, -0,61% em relação à lira turca e -0,03% na comparação à rupia indiana. O Dollar Index, por sua vez, recuava 0,33% para 91,59.


"Ainda que o movimento hoje seja mais leve, o que se vê ainda é um mercado muito otimista", afirma um profissional. "É um mercado ancorado em expectativas mais positivas para crescimento global."


O mercado diminui o ímpeto de queda porque a cotação se aproxima de níveis importantes de suporte. Um ponto importante para o dólar, que já rompeu o piso de R$ 3,25, é R$ 3,20. É nesse nível que a cotação deve mostrar alguma resistência. E a quebra dessa marca pode jogar a cotação ainda mais para baixo, dizem especialistas.


Juros


Os juros futuros diminuíram o ritmo de queda nesta quinta-feira, após dias consecutivos de intensa redução do prêmio de risco. Mas profissionais afirmam que o tom geral segue positivo e que ainda há um claro apetite por risco, especialmente nos contratos mais longos, onde o prêmio pago é bastante elevado.


O DI janeiro/2023 era negociado a 9,77%, praticamente estável em relação ao ajuste de ontem.ODI janeiro/2019 era negociado a 6,765%, ante 6,775% ontem. Já o DI janeiro/2021 tinha taxa de 8,85%, estável em relação ao ajuste de ontem.

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