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Dólar e juros operam em alta, com situação fiscal no radar

08/01/2018 11h17

Os mercados de juros futuros e dólar iniciam a sessão desta segunda-feira (8) em ritmo mais lento. Após oscilarem perto da estabilidade nos primeiros negócios, os ativos se alinham com o viés do exterior e operam em alta.


Por volta das 10h10, o dólar comercial subia 0,15%, a R$ 3,2375. O dólar para fevereiro era negociado a R$ 3,250, com alta de 0,32%.


Os contratos de Depósito interfinanceiro (DI) também projetam taxas mais elevadas nesta manhã. O DI janeiro de 2021, por exemplo, sobe a 8,930% ante 8,890% no ajuste anterior.


O sinal é atribuído em boa parte a uma correção global de preços, após o início de ano marcado pela disposição dos investidores em assumir riscos. Entretanto, como aponta o operador Cleber Alessie Machado Neto, da H.Commcor, os movimentos são marginais e não indicam reversão da tendênciaobservadaaté o momento em 2018.


Domesticamente, a situação fiscal ainda é motivo de alerta. Desta vez, o debate se volta sobre uma possível mudança na chamada "regra de ouro" das contas públicas - que impede a emissão de dívida para pagamento de gastos correntes. O assunto chama a atenção dos investidores, mas por ora não parece trazer grande nervosismo às mesas de operação.


Já as discussões em torno da reforma da Previdência devem se intensificar com a aproximação do mês de fevereiro, quando o governo espera colocar a medida para votação.


O cenário eleitoral é mais um fator de atenção. Os investidores aguardam a decisão do TRF-4 sobre o caso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevista para o final de janeiro. A expectativa é de que o tribunal confirme a condenação em primeira instância do petista, o que pode prejudicar sua campanha eleitoral para voltar à presidência. Lula é apontado por parte dos participantes do mercado como um dos principais riscos à continuidade da atual direção da política econômica.

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