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Ibovespa renova recorde em 11º pregão seguido de alta

08/01/2018 19h41

O Ibovespa teve um começo de semana mais lento, mas foi capaz de sustentar ganhos pelo 11º pregão seguido e renovar, mais uma vez, máximas históricas. No fechamento, o índice subiu 0,39%, em novo recorde, aos 79.379 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,8 bilhões.


A performance do dia começou mais fraca, com o mercado testando um movimento de realização de lucros, depois da escalada da primeira semana de 2018, na qual o Ibovespa rompeu os 79 mil pontos no fechamento pela primeira vez.


Ao longo do dia, porém, as bolsas americanas passaram a registrar pequenas altas, colaborando para que o desempenho do mercado local se recuperasse na reta final dos negócios. No intradia, o Ibovespa também renovou a máxima histórica ao tocar os 79.395 pontos.


Segundo operadores e analistas, permanece no mercado a possibilidade de correções e realização de lucros no curto prazo devido aos patamares em que o principal índice da bolsa se encontra. A tendência de alta, porém, segue fundamentada nas perspectivas de recuperação não apenas da atividade no Brasil, como também no mundo.


O momento é especialmente relevante considerando as entradas de recursos estrangeiros, em um momento que investidores não residentes voltam a demonstrar importante interesse nos emergentes ? somente nos primeiros pregões de janeiro, o ingresso de recursos soma quase R$ 2 bilhões. Esse movimento, combinado com a perspectiva de queda de juros e inflação, continua sustentando importante ritmo para os ativos da renda variável local.


Nos destaques do dia, os ganhos foram especialmente relevantes para a CSN, que passa não apenas por uma fase positiva predominante em todo o setor com os reajustes de preços do aço, como também conta com boas perspectivas na renegociação de dívidas. A ação da companhia fechou, hoje, em alta de 4,85%, a R$ 9,95.


Além da CSN, o dia foi favorável aos papéis da mineradora Vale (+2,22%, a R$ 43,23), maior giro do Ibovespa, enquanto outras blue chips relevantes também colaboraram para os ganhos gerais, caso da Petrobras PN (+1,19%, a R$ 17,03) e da Petrobras ON (+1,57%, a R$ 18,12).


Em relatório enviado a clientes, o Bank of America Merrill Lynch (BofA) destaca que as quedas da bolsa, no fim do ano passado, abriram boa oportunidade de compra em um momento em que o fluxo local de renda fixa para variável se intensifica, enquanto os estrangeiros vêm ingressando na B3.


"Em 2017, R$ 25 bilhões entraram em fundos de ações locais, mas a alocação em ações permanece baixa, então a migração ainda tem um caminho a seguir", diz o relatório.

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