ipca
0,48 Set.2018
selic
6,5 19.Set.2018
Topo

Doria diz que eleitor deve ver foto de Alckmin na urna em outubro

09/01/2018 12h13

O prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), expressou nesta terça-feira (9) apoio ao nome do colega de partido Geraldo Alckmin para as eleições presidenciais de outubro.


Questionado em entrevista ao vivo à Rádio Bandeirantes se podia garantir que os eleitores não veriam seu nome na urna eletrônica neste ano, Doria - que até pouco tempo estava prontoa disputar o Planalto - respondeu: "Eu espero que ele [eleitor] veja a foto de Geraldo Alckmin e digite confirma, 45, presidente da República."


Alckmin enfrenta resistências a se candidatar - tanto dentro do PSDB quanto em meio ao bloco dos partidos de centro. O próprio presidente de honra tucano, Fernando Henrique Cardoso, vem questionando em entrevistas e artigos se Alckmin é o nome mais forte do centro para a disputa presidencial. Estrategistas do partido pressionam para que o governador chegue a pelo menos 10% de intenções de voto até abril. Hoje, Alckmin tem 8%.


Ao responder sobre Alckmin, Doria emendou que está "aumentando sua dose de paciência" ao exercer o mandato de prefeito e não respondeu se concorreria ao governo do Estado. "Haja paciência para suportar a pressão do dia a dia na Prefeitura de São Paulo", disse. "Mas eu tenho é que prefeitar. É o que eu gosto de fazer." .


O tucano reconheceu ter sido necessário abortar sua agenda de viagens pelo Brasil - e pelo exterior. Em seu primeiro ano de mandato, Doria percorreu atos em sua homenagem, sempre com a justificativa de que usava seu avião particular para os deslocamentos e de que estava atento, via internet, às questões da cidade. O comportamento não foi bem aceito e a avaliação de que Doria fazia um governo ótimo ou bom caiu de 44% em fevereiro para 32% em outubro do ano passado.


"Tudo na vida é um aprendizado. A vida é pródiga quando você aprende com ela. Não tenho compromisso com o erro, tenho compromisso de fazer valer o voto que me elegeu", disse o prefeito hoje. "Mudamos, focamos na cidade. Nos últimos três meses eliminamos totalmente as viagens. Esse impulso foi determinante para uma avaliação melhor da nossa gestão."


Prefeitura


O prefeito associou a dificuldade de cumprir uma de suas promessas de campanha, a de zerar a fila para exames médicos no sistema público municipal, à situação econômica do país. Para Doria, com crise econômica, as pessoas perdem o emprego e o direito a planos de saúde oferecidos por empresas e, assim, demandam mais da estrutura estatal.


"A maior pressão na saúde é do desempregado", afirmou Doria. "Se o processo de recuperação econômica continuar, a pressão será menor e a perspectiva de zerar as filas se torna mais real."


Como já é costume, o tucano pontuou sua fala com críticas ao antecessor dele no cargo, Fernando Haddad (PT). Acusou o adversário de ter elaborado um orçamento com "falhas grosseiras", com déficit de R$ 7 bilhões, e de ter entregue a cidade com 650 mil buracos no asfalto.

Newsletters

Receba dicas para investir e fazer o seu dinheiro render.

Quero receber

Mais Economia