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Juros futuros de longo prazo avançam com cena externa

Os juros longos subiram nesta terça-feira (9), acompanhando a abertura das taxas americanas, que, por sua vez, puxou para cima os rendimentos em outros mercados de renda fixa mundo afora.


No Brasil, as taxas de juros de prazos longos são mais sensíveis às expectativas para a política fiscal e também ao ambiente externo, e a sessão desta terça-feira nos mercados globais de juros respaldou um "trade" recomendado por diversos analistas no fim do ano passado: alta de taxas no mundo desenvolvido em 2018, em meio ao aperto das políticas monetárias de BCs centrais.


Hoje, o "yield" do Treasury de dez anos - referência para o mercado global de renda fixa - alcançou 2,544% ao ano, igualando a taxa marcada em 17 de março do ano passado.O movimento ajudou a impulsionar o dólar e os juros aqui. Às 16h, fim do pregão regular dos negócios com juros na BM&F, o DI janeiro/2023 subia a 9,780%, de 9,74% do ajuste anterior, oDI janeiro/2021 avançava a 8,900% (8,86% no ajuste de ontem) e oDI janeiro/2020 ia a 8,000% (7,98% no último ajuste).


Já a taxa de um ano ficou perto da estabilidade, em 6,805% (6,81% no ajuste anterior).


O mercado aguarda a divulgaçãodo IPCA de 2017 nesta quarta (10), que, nas contas de analistas consultados pelo Banco Central para a pesquisa Focus, deve ficar em 2,79% - abaixo do limite inferior do intervalo de tolerância da meta, com centro em 4,5% e banda de oscilação de 1,5 ponto percentual para mais e para menos.

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