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Ação da BR Pharma registra maior queda da B3 após sair de leilão

10/01/2018 11h52

(Atualizada às 13h05) As ações da Brasil Pharma entraram em leilão, nesta quarta-feira, por volta das 12h35, quando apuravam queda de 9,35%. Em cerca de 15 minutos saíram de leilão com desvalorização de 12,60%, cotada a R$ 3,24, na maior queda da B3 naquele momento.


Com dívidas de cerca de R$ 1 bilhão, segundo dados de setembro, a empresa informou hoje a entrada de pedido de recuperação judicial. A bolsa suspendeu pela manhã as negociações com o papel para aguardar mais informações sobre o caso.


Às 12h47, haviam 214 negócios com o papel e movimento de 439,6 mil ? na semana anterior ao anúncio da recuperação judicial, esse valor médio diário não superava R$ 50 mil.


O processo pedido de recuperação judicial inclui as nove sociedades pertencentes ao grupo, que incluem as redes Big Ben, Farmais, Drogaria Rosário e Farmácia Sant'ana.


Conforme antecipado pelo Valor , na segunda-feira (8), o controlador da empresa, Paulo Remy, estava pressionando o BTG Pactual, principal credor, por novos recursos, mas as conversas não tinham avançado e a recuperação judicial começou a ser traçada.


A BR Pharma destacou no documento, enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que vem realizando reestruturação societária e econômica nos últimos meses, com aprimoramento de gestão e readequação da estrutura de capital de giro, para preservar e revitalizar as operações.


De acordo com a empresa, a recuperação judicial é a medida mais adequada para continuar solucionar a crise financeira, manter a normalidade operacional, e resguardar o valor e preservar o caixa e capital de giro.

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