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Alckmin desconversa sobre equipe que coordenará programa de governo

10/01/2018 17h24

Pré-candidato a presidente da República, o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), evitou na tarde desta quarta-feira confirmar o nome do economista Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central e um dos sócios do BTG Pactual, como coordenador econômico de seu programa de governo.


"Não está nada confirmado. Vamos anunciar daqui alguns dias", despistou Alckmin após participar do leilão de concessão do Trecho Norte do Rodoanel, arrematado pela Ecorodovias, com um lance de R$ 883 milhões, ágio de 90,97%.


A despeito da declaração do governador, o Valor PRO informou mais cedo que Pérsio Arida deve mesmo assumir o papel de coordenador econômico do programa de governo do tucano. Além disso, os economistas José Roberto Mendonça e Roberto Giannetti da Fonseca vão atuar no "núcleo duro" da eventual campanha de Alckmin.


Na entrevista, na qual desconversou sobre assuntos políticos, o governador ressaltou que o leilão realizado hoje reafirma o papel de sua gestão na reforma do Estado. Para corroborar sua afirmação, anunciou que no dia 19 de janeiro será realizado outro leilão.


Desta vez, para concessão da linha 5 e da linha 17 do metrô. O governo paulista ainda planeja promover em breve a concessão dos ônibus intermunicipais e a privatização da Cesp.


"Diria que é uma reforma do Estado. Não tem como ser aquele Estado antigo, provedor de tudo. O governo não tem recurso. Sobra dinheiro no mundo e nós precisamos de bons projetos e segurança jurídica", disse o presidenciável.


Alckmin também voltou a defender a reforma do Estado brasileiro. "Há uma grande crise fiscal. Na verdade há uma bomba fiscal. O governo não tem recurso em um país continental onde falta tudo em termos de infraestrutura e logística", afirmou o tucano, que ainda reclamou da queda de repasses federais para a obra do Rodoanel no Trecho Norte .


"Estamos tocando a obra praticamente sozinhos", frisou o governador ao lembrar que dos R$ 600 milhões previstos pelo governo federal, apenas R$ 154 milhões chegaram aos cofres estaduais. O governo paulista desembolsou R$ 1,5 bilhão. Questionado se o recuo dos aportes teria como pano de fundo um contexto político, o tucano disse que não acredita nesta possibilidade.

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