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Demanda interna por bens industriais cresce em novembro, aponta Ipea

10/01/2018 17h07

O consumo aparente de bens industriais (produção doméstica, mais importações, menos exportações) aumentou 1,9% em novembro, ante outubro, feito o ajuste sazonal, de acordo com indicador mensal elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Em outubro, houve queda de 1% e, em setembro, alta de 0,5%.


Na comparação do trimestre terminado em novembro com o encerrado em agosto, o resultado também é positivo, com alta de 2%. O indicador avançou10,1%na comparação com novembro de 2016. Com isso, o ritmo de crescimento acumulado em 12 meses voltou a acelerar, passando de 2,5% para 3,7%.


Entre os componentes do consumo aparente, enquanto a produção doméstica líquida de exportações avançou 2,8% em novembro, ante outubro, as importações de bens industriais caíram 2%.


Com relação às classes de produção, a extrativa mineral avançou 4,1% na comparação sazonal, após alta de 1,6% em outubro. Já a demanda por bens da indústria de transformação avançou 1,9% na margem.


Por segmento


A demanda doméstica por bens industriais aumentou em 12 de 22 segmentos. Entre aqueles com maior peso, contribuíram positivamente a metalurgia, com alta de 7,8% na margem, o de farmoquímicos, com expansão de 4,7% e veículos, com 1,6%. Entre as quedas se destacaram o segmento têxtil (-3%), vestuário (-2,7%), o de outros equipamentos de transporte (-4,3%) e de móveis (-4,2%).


Na comparação com novembro de 2016, o bom desempenho voltou a ser disseminado, com 18 segmentos registrando variação positiva. Os destaques foram o consumo aparente de veículos automotivos (+16%) e outros equipamentos de transporte, cuja forte alta de 334% registrada em novembro foi explicada por uma base de comparação muito deprimida, resultado associado à exportação de uma plataforma de petróleo naquele período.


Por fim, em relação ao resultado acumulado no ano, 14 segmentos apresentaram variação positiva até o mês de novembro.

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