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Economia pode prosseguir em retomada, afirma Planejamento após IPCA

10/01/2018 13h42

Com inflação sob controle, o país pode dar continuidade ao processo de recuperação do crescimento econômico em curso gerando empregos e aumentando a renda das famílias. A afirmação é do Ministério do Planejamento, que divulgou nota comentando a inflação de 2,95% registrada no ano passado.


"O ano de 2017 terminou com resultados favoráveis no campo econômico. Saímos da maior recessão da nossa história, com 2 anos seguidos de queda no PIB, voltamos a gerar empregos e a inflação, como divulgada hoje pelo IBGE, mostrou recuo de maneira significativa", diz o texto.


O ministério lembra que, para 2018, os analistas de mercado, de acordo com boletim semanal Focus, do Banco Central, projetam que a inflação ficará abaixo de 4%, inferior ao centro da meta.


A nota destaca que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2017 é a menor variação desde 1998 e a segunda menor inflação em toda a história de divulgação do IPCA, iniciada em 1980. A taxa de inflação ficou abaixo do centro da meta de 4,5%, o que não ocorria desde 2009, e, pela primeira vez, abaixo do limite inferior de tolerância de 3%.


O resultado positivo é devido a diversos fatores, entre eles a desaceleração nos preços livres, de 6,54%, em 2016, para 1,35%, em 2017, com recuo na inflação de serviços de 6,47%, em 2016, para 4,52%, em 2017, enquanto a variação dos bens apresentou deflação de 1,42%, ante alta de 6,63% em 2016.


A nota também destaca a deflação do grupo de alimentos e bebidas, com variação negativa de 1,87% em 2017, ante alta de 8,61% em 2016, "elevando o poder de compra do orçamento das famílias brasileiras". Desde 2010, a inflação dos alimentos e bebidas ficava acima do teto da meta de inflação, com taxa média superior a 9%.


Nos anos anteriores, diz a nota, havia uma forte dispersão dos grupos que compõem a inflação. Ou seja, muitos apresentavam variações de preços superiores ao centro ou até mesmo ao limite superior da meta de inflação. No entanto, em 2017, a inflação de 2/3 dos grupos foi inferior ao centro da meta, com dois grupos apresentando deflação: Alimentação e Bebidas e Artigos de residência (-1,49%, ante 3,41%).

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