Bolsas

Câmbio

PF diz à Cármen Lúcia que concluirá em 8 meses inquéritos no STF

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Fernando Segovia, informou nesta quarta-feira à presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, que pretende concluir neste ano todos os processos relacionados à Operação Lava-Jato que tramitam na Corte. "Nos comprometemos a concluir a maioria deles em até oito meses", disse Segovia a jornalistas após a reunião.


Ele informou à ministra, ainda, que a PF "praticamente dobrou" o número de delegados, investigadores e peritos, justamente para dar celeridade aos processos que correm junto ao Supremo. "Eram nove delegados e agora temos 17. Também ampliamos o número de peritos, já que vários inquéritos aguardam laudos periciais. Esperamos que, no menor prazo possível, essas investigações sejam concluídas", afirmou.


Segundo a PF, mais de 200 inquéritos estão pendentes de conclusão hoje no STF, metade deles relacionados à Lava-Jato. Um deles atinge o presidente Michel Temer (MDB), suspeito de beneficiar a empresa Rodrimar na edição do chamado Decreto dos Portos. "Esse inquérito está em andamento. A PF enviou as perguntas e agora aguarda as respostas para que seja tomado um novo prazo na investigação", afirmou. O relator desse inquérito no Supremo é o ministro Luís Roberto Barroso.


Questionado se a PF teme que uma aceleração nas investigações possa influenciar diretamente nas eleições de 2018, Segovia negou. "A investigação é o nosso atributo maior. Temos que fazer a investigação e entregar à sociedade e ao poder Judiciário todos os fatos relacionados. Trabalhamos para o povo brasileiro e para a Justiça, e queremos a conclusão para o bem ou para o mal", disse.


Morte de Teori


Outro assunto tratado entre Cármen e Segovia foi a investigação sobre o acidente que matou o ministro do STF Teori Zavascki, em 19 de janeiro do ano passado. Um ano após a queda do avião em Paraty, no Rio de Janeiro, o delegado Rubens Maleiner fez um breve relato das apurações à presidente da Corte. "Fizemos diversos exames periciais e atos investigatórios diversos. Os elementos que atingimos até agora conduzem a um desfecho não intencional", disse o delegado, salientando que as apurações ainda não foram concluídas.


"Ainda dependemos de algumas perícias para fechar uma posição. Existe um conjunto de fatores que podem ter levado àquele trágico desfecho e que dizem respeito a condições meteorológicas, trajetórias e alturas desempenhadas pelo piloto e regras de tráfego aéreo", afirmou Maleiner. Ao ser questionado se a hipótese mais provável, portanto, é falha humana, o delegado disse que "esta é a linha principal", mas que as investigações ainda precisam avançar.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos