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Com feriado nos EUA, mercado de juros tem menor volume desde julho

15/01/2018 18h17

O volume de negócios do mercado de juros até melhorou na última hora, mas ainda assim chegou ao fim da tarde desta segunda-feira (15) como o menor desde julho passado. O começo de semana de baixo giro ocorre em dia de feriado nos Estados Unidos, que, por outro lado, não impediu nova rodada de apetite por risco no mundo, movimento que se estendeu ao mercado doméstico.


Por minuto, em média 1.054 contratos de DI foram negociados nesta segunda-feira. É a média mais baixa desde 4 de julho do ano passado (914,75 contratos). Em termos absolutos, menos de 488 mil contratos trocaram de mãos até o momento.


Ao fim do pregão regular, às 16h, o DI janeiro/2019 caía a 6,895% ao ano (6,925% no ajuste anterior), oDI janeiro/2020 cedia a 8,020% (8,06% no ajuste anterior), oDI janeiro/2021 recuava a 8,860% (8,89% no ajuste anterior) eo DI janeiro/2023 tinha queda para 9,630% (9,64% no ajuste anterior).


A baixa nas taxas de DI entre 2020 e 2021 - que fazem parte do chamado "miolo" da curva - é ainda mais pronunciada, movimento que é coerente com avaliações de gestores e operadores de que esse trecho da curva é hoje o que oferece melhor risco/retorno: piora menos em caso de deterioração das expectativas, mas ainda carrega relevante "sobra" de juros.


A taxa de juros acumulada (FRA) entre os vencimentos de DI janeiro/2021 e abril/2021 cai cerca de 40 pontos-base neste ano. A mesma taxa entre janeiro/2020 e abril/2020 recua cerca de 20 pontos-base.


Além do ambiente positivo no cenário internacional, analistas defendem que a expectativa de fim do ciclo de alívio monetário também tem contribuído para reduzir as taxas embutidas nesses prazos. "A combinação entre esses dois fatores está provocando esse fechamento do 'miolo' da curva", diz um gestor.


A Selic média embutida entre janeiro/2020 -abril/2020está em 10,67% ao ano, enquanto a taxa para janeiro/2021 -abril/2021 está em 10,97%. Bem acima, portanto, da Selic de hoje, de 7% ao ano.


A ampla diferença é creditada às incertezas fiscais e às eleições presidenciais, mas pelo cenário-base do mercado - vitória de um candidato de centro-direita na eleição presidencial deste ano - esse prêmio deve ser em parte "consumido", o que reforça a atratividade desses trechos da curva.

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