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Índice de atividade do BC supera expectativa e sobe 0,49% em novembro

15/01/2018 10h01

A economia brasileira completou o terceiro mês consecutivo de crescimento considerando a métrica do Banco Central. Em novembro, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou alta de 0,49%, vindo de variação positiva de 0,37% em outubro (dado revisado de 0,29%).


No ano de 2017 até novembro, a variação é positiva em 0,97% (alta de 1,06% com ajuste). Nos 12 meses encerrados em novembro, o crescimento é de 0,68% na série sem ajuste (alta de 0,73% no dado ajustado). Devido às revisões constantes do indicador, o IBC-Br medido em 12 meses é mais estável do que a medição mensal, assim como o próprio Produto Interno Bruto (PIB).


Em comparação com novembro de 2016, o índice tem alta de 2,82% na série sem ajuste (alta de 2,85% com ajuste).


O resultado do mês ficou acima da média dos prognósticosfeitos pelas 16 instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que sugeria crescimento de 0,44%. As previsões variavam entre estabilidade e alta de 0,8%.


O comportamento do indicador no mês de novembro foi influenciado pela alta de 0,2% da produção industrial, avanço de 0,7% do varejo e crescimento de 1% do volume de serviços no período registrados nas pesquisas mensais setoriais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Para 2017, o mercado trabalha com uma estimativa de crescimento de 1,01% do Produto Interno Bruto (PIB). O Ministério da Fazenda projeta 1,1%, e o Banco Central estima alta de 1%. Para 2018, a mediana do Focus mostra avanço de 2,7%, a Fazenda espera 3%, e o BC trabalha com 2,6%.


Na média móvel trimestral, indicador utilizado para captar tendência, o IBC-Br, sem ajuste, cai 1% em novembro, vindo de baixa de 0,39% em outubro. Na série com ajuste há breve alta de 0,38% em novembro, após avanço de 0,11% em outubro.


Embora seja anunciado como "PIB do BC", o IBC-Br tem metodologia de cálculo distinta das contas nacionais calculadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços). A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

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