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FGV: Confiança do consumidor alcança maior nível desde outubro de 2014

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas (FGV) avançou em janeiro pelo sexto mês consecutivo. Com a variação de 0,4 ponto, para 88,8 pontos, o índice atingiu o maior nível desde outubro de 2014 (91,3), ficando 9,5 pontos acima de janeiro do ano passado.


Segundo relatório publicadopela FGV nesta quinta-feira, em janeiro, os consumidores melhoraram suas avaliações sobre a situação atual e acomodaram suas expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,8 ponto, para 76,6 pontos, mantendo a trajetória de alta pelo sexto mês consecutivo, atingindo o maior nível desde maio de 2015 (77 pontos). Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 0,6, para 97,6 pontos, interrompendo a sequência de quatro altas consecutivas observada nos meses anteriores.


Entre os quesitos que integram o ICC, a percepção dos consumidores com relação à situação econômica atual foi o que mais contribuiu para a evolução positiva em janeiro. O indicador que mede o grau de satisfação com a economia no momento avançou 2,3 pontos para 85 pontos, e atingiu o nível mais alto desde janeiro de 2015 (85,8). Já o indicador das perspectivas para a situação econômica nos seis meses seguintes recuou 1,1 ponto, para 115,7 pontos. após atingir o maior nível da série em dezembro de 2017 (116,8).


Em relação às finanças familiares, tanto as avaliações quanto as perspectivas futuras tornaram-se mais favoráveis, segundo o relatório. O indicador que mede a satisfação dos consumidores com a situação financeira no momento subiu 1,4 ponto, para 68,8 pontos, maior desde agosto de 2015 (69,8) e o indicador que trata do otimismo em relação às finanças pessoais nos próximos meses teve alta de 1,2 ponto. Entretanto, mesmo com uma recuperação na situação financeira, os consumidores se revelaram menos propensos a gastar, com queda de dois pontos no indicador que mede a disposição para compras de bens duráveis nos próximos meses.


O comportamento da confiança é bastante heterogêneo entre as quatro faixas de renda pesquisadas. Houve aumento da confiança das famílias com renda até R$ 2.100,00 e das famílias com renda entre R$ 4.800,00 e R$ 9.600,00, enquanto para as demais, a confiança registrou queda. A maior variação do índice ocorreu nas famílias com renda até R$ 2.100,00, em função de um avanço expressivo do indicador de percepção sobre a situação financeira atual.


"A confiança dos consumidores continuou avançando, mas desacelerou um pouco em janeiro, influenciada por uma divergência de opiniões sobre o cenário econômico para os próximos meses", diz Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor, em comentário no relatório. "Embora a percepção sobre a situação financeira das famílias siga melhorando lentamente e a expectativa de inflação continue em queda, os consumidores continuam cautelosos em relação às compras de alto valor."


A edição deste mês coletou informações de 1756 domicílios entre os dias 2 e 22 de janeiro.A próxima divulgação ocorrerá em 23 de fevereiro.

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