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Volatilidade do dólar atinge a máxima de maio de 2017

29/01/2018 19h34

O dólar teve nos mercados internacionais seu melhor dia desde outubro de 2017, e, esse movimento, se estendeu às operações domésticas. Ao término da sessão no Brasil, a cotação negociada no segmento interbancário subiu 0,80%, a R$ 3,1641. A moeda se afastou da máxima do dia (R$ 3,1720, +1,05%), conforme os rendimentos dos títulos do Tesouro americano desaceleraram a alta, mas ainda assim terminou o dia em firme tom.


Entre a máxima de hoje e a mínima em quatro meses atingida na sexta-feira (26) - R$ 3,1214 -, o dólar avançou 1,62%. Esse vaivém nos preços do câmbio levou a uma volatilidade histórica de cinco dias a 22,14% ao ano, máxima desde os dias seguintes ao estouro da crise provocada pelas delações da JBS, em maio do ano passado.


O dólar subia nesta segunda-feira (29) contra todos os seus 33 principais pares. Dentre eles, o real amargou a segunda maior queda, atrás apenas do peso colombiano, que perdia 1,1% no fim da tarde.


No exterior, o ICE U.S. Dollar Index - que acompanha o valor do dólar ante um conjunto de seis divisas do G-10 - chegou a ganhar 0,62%, maior acréscimo desde o fim de outubro do ano passado. E o WisdomTree Emerging Currency Strategy (CEW) - fundo de índice que mede os retornos de aplicações em moedas emergentes - caiu na mínima do dia 0,65%, baixa mais intensa em três meses e meio.


Estados Unidos


A força global da moeda americana se deu após uma semana de fortes perdas. Até por isso, analistas dizem que a alta desta segunda-feira parece mais correção técnica do que mudança de tendência. De toda forma, a expectativa por eventos ao longo dos próximos dias ajuda a compor um quadro de maior atenção. O Federal Reserve (Fed, BC americano) anuncia sua decisão de política monetária na quarta-feira (31) e, desta vez, deve manter os juros estáveis, no intervalo entre 1,25% e 1,50% ao ano.


Para sexta-feira (2), é esperado o "payroll" - relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos - de janeiro, que pode se juntar a dados recentes e corroborar a força da economia americana. Hoje, dados mostraram que a renda pessoal nos EUA subiu em dezembro mais que o esperado, enquanto um índice de atividade do Fed de Dallas aumentou em janeiro sobre dezembro.

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