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Fibria registra queda nos investimentos em 2017

30/01/2018 10h43

No quarto trimestre de 2017, a Fibria investiu R$ 964 milhões, uma queda de 45% ante o mesmo período de 2016, quando foram investidos R$ 1,748 bilhão. Se considerado todo o ano de 2017, os aportes somaram R$ 4,670 bilhões, uma queda anual de 24%, de acordo com oinforme de resultados da companhia, divulgado ontem (29).


O recuo ocorreu com a redução dos investimentos no projeto Horizonte 2, que entrou em operação em agosto de 2017. De outubro a dezembro do ano passado, a companhia investiu R$ 348 milhões na nova linha de produção da fábrica de Três Lagoas (MS), ante R$ 1,131 bilhão em igual intervalo de 2016.


Alem dos investimentos em Horizonte 2, a Fibria aplicou R$ 580 milhões em manutenção, R$ 15 milhões em compras de terras, R$ 20 milhões em logística de celulose e R$ 2 milhões em outros ao longo do quarto trimestre de 2017.


Para o ano de 2018, a Fibria já havia anunciado investimentos de R$ 3,7 bilhões, sendo R$ 444 milhões destinados à nova linha de produção Horizonte 2.


Horizonte 2


A nova linha da Horizonte 2 produziu 435 mil toneladas de celulose no quarto trimestre de 2017, totalizando no ano volume de 559 mil toneladas, 17% acima do esperado pela empresa.


A venda de energia excedente foi de 80 MWh de outubro a dezembro do ano passado.


Os investimentos ainda a serem realizados na unidade são de US$ 339 milhões e US$ 215 milhões de recursos a serem sacados.


No trimestre, entrou em operação o modal ferroviário do terminal Aparecida do Taboado, em outubro, e ocorreu a conclusão das obras do Terminal T-32, que está em processo de alfandegamento para entrada em operação.


Custo caixa


O custo caixa da produção de celulose da Fibria foi de R$ 556 por tonelada no quarto trimestre de 2017, uma queda de 9% ante o trimestre exatamente anterior, de R$ 610 por tonelada, e de 23% contra o quarto trimestre de 2016, quando estava em R$ 727 por tonelada.


Esses valores consideram a parada para manutenção da fábrica Veracel. Ao desconsiderar a interrupção, o custo caixa foi de R$ 546 por tonelada, queda de 10,5% na comparação trimestral e de 15,7% na anual.


Em todo o ano de 2017, o custo caixa da Fibria ficou em R$ 637 por tonelada, recuo de 6,3% contra 2016. Ao excluir a parada para manutenção das fábricas Veracel, Jacareí e Aracruz C, o valor ficou em R$ 618 por tonelada, uma queda anual de 4,7%.


Segundo a Fibria, a baixa no custo caixa no quarto trimestre de 2017 foi em função da evolução da curva de produção da nova linha Horizonte 2, sobretudo beneficiando o custo com madeira, o resultado com venda de energia excedente e a redução de custo fixo.


Do custo caixa total da Fibria, 48% é de madeira, 25% químicos, 11% manutenção, 6% com pessoal, 3% energéticos e o restante com outros.


Paradas para manutenção



Ao longo do ano de 2017, a Fibria realizou paradas para manutenção nas fábricas Aracruz C e Jacareí, ainda no primeiro trimestre, e em Veracel, no quarto trimestre.


Em 2018, as interrupções na produção ocorrerão no primeiro trimestre em Aracruz A, B, C e na primeira linha de Três Lagoas. No segundo trimestre, as paradas serão em Jacareí e na segunda linha de Três Lagoas, o Horizonte 2.


Dívida


A empresa encerrou o quarto trimestre de 2017 com dívida líquida de R$ 12,331 bilhões, praticamente estável ante o trimestre exatamente anterior, com alta de 1%, e um crescimento de 8% ante o quarto trimestre de 2016.


A alavancagem em reais, medida pela relação dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em 2,49 vezes de outubro a dezembro de 2017, ante 3,06 vezes nos últimos três meses de 2016.


Em dólar, a alavancagem ficou em 2,41 vezes, ante 3,30 vezes no quarto trimestre de 2016.


Apesar do aumento do endividamento no período analisado, o crescimento do Ebitda levou à redução da alavancagem.


Ao final do quarto trimestre do ano passado, o custo médio total da dívida da Fibria em dólar ficou em 3,4% ao ano, versus 3,5% ao ano no terceiro trimestre, e 3,6% ao ano no quarto trimestre de 2016 . Já o prazo médio total do endividamento era de 60 meses, ante 54 meses em setembro de 2017 e 51 meses em dezembro de 2016.


A Fibria lembra que, nos últimos três meses do ano passado, fez antecipação das negociações para equalizar e alongar o cronograma de amortização da dívida e excluir os "covenants" (cláusulas contratuais restritivas ao tomador de empréstimos) financeiros.


Além disso, concluiu uma emissão de US$ 600 milhões no mercado internacional em título de dívida (bond 2025) e um contrato de pré-pagamento de exportação de US$ 700 milhões.Com parte destes recursos, a companhia liquidou US$ 1,487 bilhão de contratos de pré-pagamento de exportação, que possuíam "covenants" financeiros.

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