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Ibovespa reduz alta no dia, mas garante melhor janeiro em 12 anos

31/01/2018 19h57

A forte entrada de recursos estrangeiros e a expectativa de que 2018 seja um ano de maiores lucros e crescimento no Brasil e no mundo levou o Ibovespa a ter o melhor janeiro em 12 anos. O índice fechou o mês com ganho de 11,14%, melhor desempenho para um começo de ano desde 2006, quando o índice encerrou janeiro com alta de 14,73%.


Nesta quarta-feira (31), no entanto, o Ibovespa subiu 0,51%, aos 84.913 pontos, ganho bem mais modesto do que o observado mais cedo, quando atingiu 86.213 pontos, nova máxima histórica intradia. Essa perda de força acompanhou a oscilação das bolsas americanas, que zeraram os ganhos no fim dos negócios.


Operadores atribuíram a acomodação do mercado à decisão do Federal Reserve - banco central dos Estados Unidos -, que manteve a taxa de juros no país inalterada, mas deixou sinais de que pode haver três, e não apenas duas, elevações de juros ao longo deste ano. Essa leitura abriu espaço para o mercado voltar a ajustar posições em diferentes segmentos de negócios, inclusive no de ações. O volume financeiro de hoje foi de R$ 10,2 bilhões, ante uma média de R$ 7,8 bilhões negociados no mês.


Em uma série contínua, a performance do índice em janeiro foi a melhor desde outubro de 2016, quando teve alta de 11,23% para 64.924 pontos. Naquele momento, o Ibovespa operava num claro processo de recuperação, após os efeitos da crise política e econômica que explicou a queda de 13,3% do índice em 2015 e que culminou no impeachment da então presidente Dilma Rousseff.


Destaques no mês


Neste mês, foram as siderúrgicas os grandes destaques positivos da bolsa. O desempenho positivo se deveu, em grande medida, ao aumento de preços do aço para a indústria, em um ambiente de melhora da demanda e perspectiva de crescimento da economia doméstica. A ação da CSN (+1,48%, a R$ 10,99) subiu 31,15% em janeiro, enquanto a preferencial classe A da Usiminas (+2,42%, a R$ 11,86) acumulou valorização de 30,33%.


Quem também teve importante desempenho foram as ações da Petrobras, com a ordinária (+0,57%, a R$ 21,30) acumulando alta de 25,96% no mês, enquanto a preferencial (+1,08%, a R$ 19,70) subiu 22,36%. Negociada já nos maiores níveis desde 2014, a Petrobras tem importante peso sobre o Ibovespa e explica a performance forte do índice desde o começo de 2018. Além do bom humor global, o papel ganhou tração com a confirmação do acordo da empresa com acionistas minoritários que entraram com processo contra a petroleira na Justiça americana.


Ativos mais líquidos que contam com a atenção dos investidores estrangeiros também tiveram um mês intenso. Este é o caso não somente da Petrobras, mas também dos bancos, que renovaram máximas históricas nesta sessão. Banco do Brasil ON tocou R$ 40,10, Bradesco ON tocou R$ 40,48, Bradesco PN foi a R$ 41,46 e, Santander Unit, a R$ 37,20.


Os não residentes já colocaram R$ 9,5 bilhões em bolsa, até o dia 29, montante equivalente a 71% dos R$ 13,3 bilhões alocados em 2017.

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