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Juros futuros abandonam mínimas, com cenários externo e eleitoral

31/01/2018 18h13

As taxas de juros futuros negociadas na B3 chegaram ao fim da tarde longe das mínimas do dia, com os vencimentos alternando leves baixas e altas.O DI do contrato mais líquido do dia, para janeiro/2021, subiu 2 pontos-base, a 8,830% ao ano. Já o DI janeiro/2023 caía a 9,500% (9,51% no ajuste anterior).


Investidores assistiram a mais um dia de firmes altas nos juros dos Treasuries (título do Tesouro americano), o que ajudou a tirar as taxas na B3 dos pontos mais baixos. O DI janeiro/2021, por exemplo, chegou a ser cotado em 8,770%.


Mas operadores mantiveram algum sangue-frio, num dia de câmbio também mais tranquilo. Pelos movimentos intradiários e dos últimos pregões, o que se percebe é um mercado que precisa de nova onda de notícias positivas para outra rodada de queda dos prêmios de risco.


A pesquisa Datafolhasobre a intenção de votos a presidenciáveis, divulgada nesta quarta-feira, porém, não chegou a corroborar o melhor dos cenários para o mercado. A sondagem mostra que, no caso de o ex-presidente Lula não concorrer às eleições, a disputa no segundo turno fica mais acirrada, com quatro candidatos disputando votos com Jair Bolsonaro (PSC).


"Se alguém achava que a ausência de Lula já fortaleceria uma candidatura pró-mercado, se enganou", diz Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos. "O fato é que você tem um grande ponto de interrogação para os próximos meses", considera.


Os mercados exibiram forte rali na semana passada, após a condenação do de Lula pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) reduzir sua probabilidade de concorrer ao pleito de outubro. Na leitura do mercado, o impedimento do ex-presidente tende a dar suporte a um candidato de centro-direita que aprofunde as reformas econômicas.


Um teste importante da confiança dos agentes financeiros virá em fevereiro, para quando está prevista a votação da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, já adiada. Entre investidores, a expectativa pela aprovação é baixa, mas importarão os sinais a serem dados por membros do governo, sobretudo com relação a medidas microeconômicas.


Conforme manchete do Valordesta quarta-feira, o presidente Michel Temer desistiu de adiar o reajuste dos servidores do Executivo neste ano. A Medida Provisória 805, que postergou o aumento, foi suspensa por liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). O aumento já recaiu sobre a folha de janeiro e será pago neste início de fevereiro.


Copom


Já para a semana que vem, o grande foco do mercado se volta para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). As apostas dos investidores embutem 100% de probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual na próxima quarta-feira, dia 7 de fevereiro. A grande dúvida é sobre o Copom de março, para o qual o mercado projeta 30% de chance de outro declínio de 0,25 ponto.


Hoje, o DI janeiro/2019 - que reflete apostas para a Selic ao fim de 2018 - ficou praticamente estável, cotado a 6,805% (6,81% no ajuste anterior).


Rosa, da SulAmérica, trabalha com redução de 0,25 ponto em fevereiro, que seria a última do atual ciclo. "O cenário para a inflação continua benigno, mas já deixamos para trás o ponto mais baixo para os preços. Acho que isso pesará nos cálculos do BC, que deverá encerrar o ciclo na próxima semana", afirma o economista.

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