ipca
-0,09 Ago.2018
selic
6,5 19.Set.2018
Topo

Balança comercial tem superávit de US$ 2,768 bilhões em janeiro

01/02/2018 16h36

(Atualizada às 16h55) A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,768 bilhões em janeiro, informou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. O saldo positivo subiu 2,1% pelo conceito de média diária em relação ao primeiro mês de 2017 e é o mais elevado para janeiro desde 2006.


As exportações no período cresceram 13,8% pelo mesmo critério e somaram US$ 16,969 bilhões. O valor é o maior para meses de janeiro desde 1989. Jáas importações subiram 16,4% no mês passado e totalizaram US$ 14,199 bilhões em janeiro.


Exportações


Em relação a janeiro de 2017, as exportações de manufaturados cresceram 23,6%, de básicos, 11,2%, e, de semimanufaturados, 1,1%.Na comparação com igual período do ano passado, o crescimento foi de 12,9% nas quantidades e de 0,81% nos valores exportados.




Herlon Brandão, diretor do departamento de estatísticas e apoio às exportações do ministério, destacou o aumento de dois produtos: milho em grão e aviões. No caso do milho, a entrada da segunda safra no mercado ocorre entre o fim de cada ano e o início do seguinte. No caso dos aviões, a Embraer costuma fazer suas entregas ao final de cada semestre. Quando há pequeno atraso, isso pode influenciar a variação anual.


Entre os manufaturados, outros produtos mais exportados foram óleos combustíveis e açúcar refinado. Na categoria de básicos, aumentaram também as vendas de algodão em bruto, fumo em folhas, soja em grão, carne bovina e petróleo em bruto. Já no grupo dos semimanufaturados, houve forte aumento principalmente nas exportações de catodos de cobre, madeira serrada e ferro fundido.



Importações


As importações tiveram alta generalizada no primeiro mês de 2018. Em janeiro, houve aumento nas compras externas de todos os segmentos monitorados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).


Na comparação com igual período do ano passado, o crescimento foi de 96,3% nas importações de combustíveis e lubrificantes, 19,2% em bens de consumo, 11,4% em bens de capital e 5,8% em bens intermediários.


Os principais aumentos observados nos bens de consumo foram em automóveis de passageiros, medicamentos, produtos imunológicos, azeite e fritadoras eletrotérmicas.


No segmento de bens de capital, destacaram-se as importações de veículos de carga, locomotivas diesel-elétricas, motores elétricos, lâmpadas de LED, aviões e chassis com motor.


Mais Economia