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Ibovespa começa fevereiro em alta; dólar cai

O principal índice da B3 começou fevereiro em alta, ainda movido pela percepção de que o ambiente internacional seguirá favorável a ativos de risco e também pela expectativa de melhora do resultado das companhias. Às 13h25 desta quinta-feira (1º), o Ibovespa subia 0,57% aos 85.397 pontos, mas chegou a alcançar a máxima de 85.699 pontos logo no início do dia.


Durante uma parte da sessão, os ganhos foram tão espalhados pela bolsa que apenas as ações do Bradesco operavam no terreno negativo. Esses papéis, que alcançaram máximas históricas intradia ontem, passam por correção hoje após a leitura do balanço relativo ao quarto trimestre. Às 13h25, caíam 2,90% (PN) e 2,06% (ON).


O banco informou lucro líquido ajustado de R$ 4,862 bilhões, levemente abaixo da projeção dos analistas ouvidos pelo Valor, de R$ 4,906 bilhões. Além disso, as despesas com a Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) cresceu 20,9%, assim como a inadimplência de grandes empresas, que passou para 1,89%, de 1,80%.


Entre as maiores altas, o destaque é Hypermarcas ON (2,92%).


Dólar


O mercado de câmbio enfrenta uma sessão de instabilidade nesta quinta-feira. Logo nos primeiros negócios do dia, o dólar retomou a tendência de alta, aproximando-se da casa de R$ 3,20. Entretanto, conforme a pressão externa diminuía, o avanço logo foi revertido numa queda moderada.


O comportamento errático da moeda é atribuído ao ambiente favorável de negócios, tanto externo quanto interno, mas ainda repleto de incertezas. A conjuntura econômica continua sendo um fator positivo para os ativos, a exemplo da expansão da produção industrial de dezembro. Conforme publicado mais cedo, a atividade no segmento subiu 2,8%, bem acima da expectativa média de 1,7%.


"Um crescimento econômico maior facilita o ajuste fiscal", destaca o estrategista-chefe do banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno. A retomada também se traduz num aumento de confiança na eleição de um candidato mais alinhado à agenda de reformas.


No entanto, é justamente da política que surgem os principais riscos à trajetória dos ativos. A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gera um quadro eleitoral mais positivo para os investidores. No entanto, o nome de centro ainda não teria despontado nas pesquisas, inibindo assim movimentos mais claros do mercado para um lado ou para o outro. E com a retomada dos trabalhos no Congresso em fevereiro, os ruídos políticos prometem aumentar, principalmente no que se discute em torno da reforma da Previdência.


Os investidores colocam poucas fichas na aprovação da medida ainda no governo de Michel Temer. O discurso de governistas e sua base aliada também denota as dificuldades do processo com relatos de que faltam, pelo menos, 40 votos para conseguir tirar a medida do papel.


Por volta das 13h30, o dólar comercial recuava 0,42%, a R$ 3,1667. A moeda para março era negociada a R$ 3,1765, com desvalorização de 0,59%. A queda do dólar garantia ao real um dos cinco melhores desempenhos do dia entre as principais moedas globais. No entanto, na semana, o câmbio brasileiro já vai para outra ponta da lista, enquanto já não se encontra nas melhores colocações no resultado acumulado do ano.


Do lado externo, um dos principais riscos do cenário externo é um ritmo mais acelerado do aperto do Federal Reserve. No entanto, profissionais de mercado apontam que, com ajustes bem sinalizados, os efeitos mais pesados no dólar tendem a se dissipar.


Juros


O prêmio de risco no mercado de juros futuros volta cair nesta quinta-feira, a despeito de uma pressão vinda dos mercados globais de renda fixa. A resiliência local ainda se ampara numa melhora das perspectivas eleitorais, após a condenação do ex-presidente Lula, na avaliação de profissionais de mercado.


No entanto, após a queda das taxas ao longo de janeiro, ganhos adicionais tendem a enfrentar maiores dificuldades. O contrato de DI para janeiro de 2021 é negociado a 8,830% por volta das 13h40.


Além de boa parte da "gordura" já ter sido reduzida no mês passado, as próximas semanas ainda trazem a retomada dos trabalhos no Congresso, que tendem a aumentar a instabilidade nos ativos.Os ruídos políticos prometem aumentar principalmente no que se discute em torno da reforma da Previdência."Já tivemos uma redução expressiva do prêmio, mas nem todos os fatores de risco foram solucionados mesmo que tenham melhorado na margem", diz o trader de uma corretora local, que vê hoje o prêmio mais contido.




A inclinação tende a diminuir também conforme se aproxima o fim do ciclo de corte da Selic. Na semana que vem, o Copom anuncia sua decisão sob expectativa ampla de que cortará a taxa em 0,25 ponto percentual para 6,75%. A aposta de uma extensão para além desse ponto ainda é minoritária.

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